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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

INB prepara segunda fase de enriquecimento de urânio no Brasil



Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

A segunda fase do enriquecimento isotópico de urânio no Brasil já começou a ser preparada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa vinculada à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). O presidente da INB, João Carlos Derzi Tupinambá, disse hoje (21) que o projeto básico e os relatórios e pedidos de autorização de licenças já foram desenvolvidos pela estatal.

A primeira fase do projeto de enriquecimento de urânio será encerrada em 2019, quando serão atendidas 100% das necessidades de urânio enriquecido da Usina Nuclear Angra 1. Atualmente, a usina de enriquecimento da INB, localizada no município de Resende, centro-sul fluminense, possui seis cascatas de ultracentrífugas em operação, o que permite atender cerca de 40% das necessidades da usina. Até o fim da primeira fase, serão adicionadas mais quatro cascatas, segundo Tupinambá.

“Na segunda fase, nós vamos ter um acréscimo de mais 11 módulos, que dariam conta de Angra 2 e Angra 3. Ainda sobraria alguma coisa para exportação. Para Angra 2, a gente precisa de mais cinco módulos e para Angra 3, mais seis”, disse o presidente da INB, que participou nesta quarta-feira do 7º Seminário Internacional de Energia Nuclear (SIEN), no Rio de Janeiro.

Segundo Tupinambá, concluída a primeira fase em 2019, os módulos da nova fase poderão ser instalados no começo de 2022.

Exportação de excedente

De acordo com o presidente da INB, a produção de urânio enriquecido sempre gera algum excedente, que é exportado para atender a pedidos pontuais. Atualmente, a estatal está atendendo a um pedido da Argentina.

“Mas o que a gente quer mesmo é se programar para fidelizar a Argentina como um cliente firme, que pudéssemos ser um fornecedor seguro para eles. Esse é o nosso objetivo maior.”

O embarque do material nuclear para o país vizinho – quatro toneladas no total – ocorrerá até o fim deste mês. Embora seja um volume pequeno, é considerado representativo pelo presidente da INB, por causa das oportunidades que pode gerar.

O contrato, de US$ 4,5 milhões, foi assinado com a empresa estatal argentina Combustibles Nucleares Argentinos (Conuar).

O Brasil faz parte do rol de 11 países que dominam hoje o ciclo de enriquecimento do urânio, o que aumenta a importância dessa primeira remessa de urânio ao exterior. “Não só consolida a presença da INB, mas a nossa capacidade tecnológica e nossa presença no cenário internacional do enriquecimento de urânio para fins pacíficos”, disse Tupinambá.

A tecnologia utilizada na unidade da INB em Resende foi desenvolvida pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen/Cnen).

Edição: Luana Lourenço

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