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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Inteligência encerra atuação na Rio 2016 com balanço positivo



Na avaliação do Diretor-Geral, Inteligência, Defesa e Segurança Pública atuaram de maneira coordenada e a integração foi fundamental para o nível de segurança alcançado

A Inteligência finaliza sua participação na Rio 2016 com avaliação positiva, após quase 60 dias de mobilização. Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos foram realizados conforme o cronograma e sem incidentes graves envolvendo a segurança, a logística e a organização.

No Rio de Janeiro/RJ e em Brasília/DF, centros de Inteligência entraram em operação em 25 de julho e atuaram 24 horas por dia em quase todo o período. Antes mesmo de os centros entrarem em funcionamento, a Inteligência atuou na produção das mais de 60 avaliações de riscos das instalações olímpicas e na segurança da Tocha Olímpica.

“Cumprimos nossa missão nos Jogos. A atuação da Inteligência foi fundamental em seu papel de antecipar aos órgãos encarregados da organização e da segurança todas as informações necessárias”, afirma o diretor-geral da ABIN, Janér Tesch.

Números

Mais de 800 profissionais de Inteligência integrantes da ABIN e de outros órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) atuaram no Rio de Janeiro e nas cidades-sede do futebol olímpico durante a Rio 2016. Apenas no Rio de Janeiro, a força de trabalho foi de 400 profissionais nas Olimpíadas e nas Paralimpíadas.

Nos Centros de Inteligência, a ABIN trabalhou conjuntamente com representantes do SISBIN
No período foram produzidos 200 documentos de Inteligência. A maioria, sínteses de Inteligência – documentos com conteúdo tático, voltados a questões de logística e segurança das arenas e das delegações –, e o restante, Relatórios de Inteligência – que contiveram análises de caráter estratégico, para fundamentar decisões políticas.

Avaliações de riscos foram produzidas e atualizadas continuamente ao longo do evento sobre todas as arenas de competição, a Vila dos Atletas e os centros de mídia. No total, foram 43 avaliações produzidas, 12 apenas no período das Paralimpíadas. O trabalho envolveu cerca de 40 servidores antes e durante as competições.


Spotters e Contraterrorismo

A atuação de profissionais de Inteligência como spotters – observadores de Inteligência na competição – também teve papel decisivo na segurança dos Jogos. Os spotters estiveram presentes em todas as 678 sessões esportivas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Os observadores ingressaram nos estádios como torcedores com o objetivo de testarem os sistemas de segurança, verificarem o funcionamento dos serviços e, principalmente, atentarem para eventuais incidentes na segurança.

O trabalho de Contraterrorismo também recebeu atenção especial da Inteligência. Equipes dedicadas especialmente ao tema no Rio de Janeiro e em Brasília executaram o trabalho de campo e de análise para garantir a segurança contra esse tipo de ameaça.

Ações desenvolvidas pela ABIN durante a Rio 2016
Cooperação internacional

A cooperação internacional na área de Inteligência foi uma das atividades centrais da ABIN no período. Durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, a ABIN coordenou reuniões diárias no Centro de Inteligência de Serviços Estrangeiros, que recebeu 70 representantes de órgãos de Inteligência de outros países para o intercâmbio de informações sobre segurança internacional e contraterrorismo.

Modelo de atuação

Para o coordenador do Centro de Inteligência dos Jogos no Rio de Janeiro, Oficial de Inteligência Saulo Moura, o sucesso do trabalho consolida o modelo de atuação coordenada das áreas de Inteligência, Segurança Pública e Defesa em grandes eventos.

“Esse modelo que se mostrou bem-sucedido é de centros dos três eixos – Inteligência, Segurança e Defesa – em atuação coordenada, em tempo integral. A Inteligência tem, nesse sistema, o papel de abastecer os demais centros com informações atualizadas e oportunas sobre todas as situações relevantes. Informações obtidas e analisadas pela Inteligência – sobre temas como segurança, logística e organização – auxiliam os demais eixos no emprego dos recursos disponíveis”, explica o coordenador.


O trabalho no CIJ também envolveu a atualização, em tempo real, de um painel de Inteligência com informações sobre desdobramentos de temas sob acompanhamento. As informações atualizadas puderam ser acessadas instantaneamente por representantes da Defesa e da Segurança Pública e por gestores de segurança das instalações olímpicas.

Legado

“Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos deixam um legado positivo à Inteligência e à Segurança do Brasil. Inteligência, Defesa e Segurança Pública atuaram de maneira coordenada na realização dos Jogos e a integração foi fundamental para que alcançássemos esse nível de segurança

Tivemos um planejamento eficiente e todos os ajustes e atribuições foram definidos com antecipação, em especial no enfrentamento ao terrorismo. Foi o trabalho coordenado, com a participação da Inteligência, que permitiu que tivéssemos esse sucesso: nenhum incidente grave na segurança dos Jogos e nenhuma competição cancelada ou adiada por problemas na organização ou na segurança.


Temos como principal legado um modelo de atuação, iniciado com o Pan 2007 e encerrado nas Paralimpíadas, bem estruturado, com profissionais de Inteligência mais experientes no gerenciamento da segurança de grandes eventos, em condições de serem colocados em operação em outras situações complexas, como visitas de chefes de Estado e reuniões multilaterais”, avalia o diretor-geral da ABIN, Janér Tesch.

Agência Brasileira de Inteligência (ABIN)

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