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domingo, 16 de outubro de 2016

Prosub abre novos mercados para empresas brasileiras



O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha do Brasil (MB) conta com o apoio de empresas brasileiras para a nacionalização dos itens dos submarinos. Uma das empresas já contratadas foi a Micromazza, responsável pela criação das válvulas de casco dedicadas a submarinos e a navios de superfície. O contato com a Marinha foi feito pelo estaleiro francês DCNS, responsável pelo projeto dos quatro submarinos convencionais. “Na época estávamos em pleno vapor com o mercado de óleo e gás (O&G), com encomendas para os empreendimentos da Petrobras e não nos interessamos. Mais na frente, já com a visão de ampliar nossos mercados de atuação, decidimos entrar no negócio”, conta o gerente da Micromazza Walter Câmara.


A empresa gaúcha de Vila Flores tem 23 anos de mercado e nunca tinha trabalhado fornecendo às Forças Armadas ou à área de defesa e segurança. A oportunidade abraçada abriu um novo nicho de mercado. “O que esperamos como retorno comercial é que possamos fornecer esses produtos a outros clientes, pelo cadastro internacional OTAN, da indústria de defesa”. Empresas brasileiras podem se cadastrar na Otan através do sistema de catalogação do Ministério da Defesa. (Clique aqui e saiba mais).

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

De acordo com Câmara, o projeto de nacionalização da válvula durou dois anos. “O nosso produto levou dois anos. Entre o treinamento, qualificação do processo exigido pelo contratante, qualificação dos processos que entendemos que poderíamos nacionalizar, testes de protótipos, desenvolvimento/adaptação da nossa capacitação fabril para atender plenamente as exigências do projeto e fabricação e teste do primeiro lote de fabricação”, explicou.


A válvula desenvolvida agradou tanto que é apontada pela Marinha como um dos cases de sucesso do Prosub. “A participação em um novo projeto, nos força sair do cotidiano e todos ganham, a empresa e as pessoas, pois se somam experiências e esforço na obtenção de bons resultados. O aprendizado obtido oportuniza algumas melhorias em nossos produtos, mais também temos convicção que também proporcionamos algumas experiências aos contratantes que também oportunizarão melhorias nos seus projetos”, conclui Câmara.

As demandas da Marinha para a nacionalização dos itens dos submarinos são feita principalmente através das federações das indústrias dos estados e da Abimde. Segundo o coordenador do projeto, Almirante Max Hirschfeld, há espaço para novas empresas no programa. A produção, pelas empresas brasileiras, de peças, equipamentos, materiais e sistemas, que façam parte do pacote de material nacional dos submarinos convencionais previstos no Prosub, permite que, ao final do processo de nacionalização, elas sejam capazes de produzir material de forma independente e autônoma. Muitos desses materiais têm uso dual, podendo ser empregados em outros setores da indústria.

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança

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