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sábado, 5 de novembro de 2016

Ministro Jungmann visita o Líbano e fortalece cooperação em defesa com o Brasil



Brasília, 04/11/2017 – A visita do ministro Raul Jungmann a Beirute (2-4/11) fortaleceu a cooperação no setor de defesa entre Brasil e Líbano. Jungmann visitou o Líbano para homenagear os cinco anos da participação do Brasil na Força-Tarefa Marítima das Nações Unidas (UNIFIL), em missão de paz naquele país.


Em encontro com o ministro da Defesa do Líbano, Samir Moqbel, Jungmann deu início às negociações do futuro acordo de defesa entre os dois países e o convidou a visitar o Brasil em 2017. Por sua vez, Moqbel destacou a importância da cooperação no âmbito das escolas militares e as recentes aquisições de aviões Super Tucano e carros de combate Guarani.


Em seguida, o ministro Jungmann se reuniu com o comandante das Forças Armadas libanesas, general Jean Kahwaji, quando recebeu os agradecimentos pela participação da Marinha do Brasil na missão de paz das ONU. Kahwaji destacou o treinamento e a assistência mútua entre as Forças navais do Brasil e do Líbano e sugeriu que a cooperação também fosse feita com o Exército e a Aeronáutica.

Força-Tarefa Marítima (UNIFIL)

Na quarta-feira (2) à noite, o ministro Jungmann participou da cerimônia em comemoração aos cinco anos da participação da Marinha do Brasil na Força-Tarefa Marítima UNIFIL. “Há cinco anos o Brasil assumiu o comando da primeira Força-Tarefa Marítima a integrar uma operação de paz na história das Nações Unidas. É uma enorme satisfação estar aqui, a bordo da Fragata Liberal, para celebrar esse lustro”, disse em discurso.

E acrescentou: “Criada há dez anos com a missão de patrulhar a costa libanesa, evitar a entrada ilegal de armas no país e contribuir para o adestramento da Marinha do Líbano, a Força-Tarefa Marítima soma esforços com os demais componentes militares e civis da Força Interina das Nações Unidas no Líbano, a UNIFIL, em prol da manutenção da estabilidade na região.”

Segundo Jungmann, em 2011, “após os primeiros cinco anos de operação da Força-Tarefa, elevamos o nível de nossa contribuição para o esforço de paz da ONU e de nossa responsabilidade perante a comunidade internacional ao assumir o comando desse importante e inédito esforço”.

Nestes cinco anos, seis almirantes brasileiros exerceram o cargo de Comandante da Força e vários de navios brasileiros já atuaram como seu capitânia, alguns por até três missões intercaladas, como é o caso da Fragata Liberal.

“O Brasil tem mantido a liderança da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL não apenas por causa da eficiência com que nosso pessoal vem desempenhando suas atividades, mas também por não haver qualquer restrição ao exercício dessa liderança por parte da ONU ou de quaisquer dos partidos envolvidos no processo de paz”, assinalou.

Ainda no discurso, Jungmann contou que “em tempos de instabilidade geopolítica e incerteza do ponto de vista da segurança internacional, torna-se especialmente importante o esforço de colocar-se no lugar do outro e de cultivar princípios como a solução pacífica de conflitos, que fundamentam as Nações Unidas desde sua criação e que também norteiam a atuação externa do Brasil”.

O ministro lembrou o episódio ocorrido em setembro 2015, “em que a corajosa Corveta Barroso resgatou 220 refugiados no Mar Mediterrâneo, é um bom exemplo para ilustrar a maneira como o Brasil busca aliar o cumprimento diligente do dever à empatia no trato com a população local”.

Ao concluir o discurso, Jungmann ressaltou que via “como significativo que estejamos nos conveses dessa Fragata, a Liberal, que, assim como suas outras cinco irmãs gêmeas, conta com milhares de dias de mar navegados em todos os oceanos e sob todas as condições atmosféricas. Esta mesma fragata, que possui sistemas de armas de elevado poder destrutivo, cumpre, aqui, uma nobilíssima missão, que se amalgama à raiz de seu nome: apoio à liberdade e à paz. Dirijo o meu ‘Muito obrigado!’ à Liberal e a todos os navios da invicta Marinha do Brasil, em nome do povo brasileiro, dos irmãos libaneses e dos países integrantes da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL”.

Ministério da Defesa

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