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sábado, 5 de novembro de 2016

Simpósio de Medicina Aeroespacial discute a estrutura para atividades de transporte aeromédico



Operadores debatem atuação, benefícios e estrutura necessária para a integração e expansão do setor



A Helibras patrocinou o 1º Simpósio de Medicina Aeroespacial, Transporte e Resgate Aeromédico, que aconteceu no Aeroclube de São Paulo, em outubro. O evento foi promovido pelo Núcleo Técnico Científico de Anestesiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) com a participação de operadores nacionais e companhias de taxi aéreo.

Em sua apresentação, o Coronel Ricardo Gambaroni, comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo, uma das maiores operadoras nas atividades de resgate e transporte aeromédico no país, ressaltou a necessidade de estrutura e expansão do trabalho para atender uma demanda que só cresce. “O que se vê hoje é uma demanda muito grande e por trás de nossa frota há uma estrutura imensa com médico, enfermeiro, apoio hospitalar, treinamento, segurança de voo. É uma cadeia que precisa de sustentabilidade e pode trabalhar com maior integração, como estamos fazendo em um estudo para integração de nossos atendimentos com o SAMU Federal”, explicou.

Os convidados também conheceram a atuação da Helisul, empresa de taxi aéreo que atua no Paraná atendendo a Secretaria de Saúde do Estado, além de outros estados da União, regulamentada por licitação. “Prestamos esse serviço para a secretaria especialmente por que as aeronaves oferecem a intermunicipalização do atendimento. Uma ambulância não consegue se deslocar de uma cidade para outra, além do tempo de chegada muito menor com o transporte e resgate aéreo”, ressaltou a enfermeira de voo da empresa Michelle Taverna.

Para fazer um panorama mundial em comparação com a realidade do Brasil no resgate aeromédico, o Comandante Mauro Ayres, gerente de vendas governamentais da Helibras mostrou os dados do país e as novas possibilidades, tendo como exemplo países referência nessa atividade, como a Alemanha, precursora do serviço de transporte aeromédico.

Os debates ainda trataram de fatores fisiológicos relacionados ao voo, o transporte aeromédico de gestantes e neonatal, transporte aeromédico offshore, limpeza e desinfecção de aeronaves, situações de catástrofes e de conflito, resgate sob fogo em favelas e no cenário militar, ações de defesa civil, a importância da Aviação de Segurança Pública, formação dos médicos e enfermeiros de voo, dentre outras.

“Esse seminário se fazia necessário, pois a caminhada tem sido lenta e, no meu entender, se conseguirmos canalizar essas energias e esforços, o resgate e o transporte aeromédico terão muito a ganhar”, comentou Dr. Flávio Lopes, da Unimed Aeromédica de Belo Horizonte.

Empresas atuantes no setor expuseram aeronaves, materiais de apoio e equipamentos para missões de resgate e transporte aeromédico e operadores puderam apresentar suas aeronaves. A Polícia Militar de SP, com o hangar situado no Campo de Marte, mostrou seus Esquilos e um EC135. Também estiveram em exposição um AS350 da UNIAIR e um AS365 Dauphin da Airjet.

O evento ainda foi palco da exposição das fotografias premiadas do II Concurso de Fotografias, promovido pelo site Piloto Policial, bem como a premiação de três melhores fotos escolhidas pelo júri do concurso.

Foi consenso de todos os participantes que o Simpósio superou as expectativas e que isto é só o começo de uma longa jornada para aprimoramento do “voo pela vida”.

Helibras

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