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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Treinamento inédito reúne PARA-SAR e esquadrões de A-29



Unidades da FAB realizam treinamento de Guiamento Aéreo Avançado

Os militares também treinaram o Apoio Aéreo Aproximado, missão complementar ao GAA

Cerca de 35 militares do PARA-SAR e dos esquadrões operacionais de A-29 da Força Aérea Brasileira (FAB) participaram, entre os dias 20 de outubro e 11 de novembro, de um treinamento inédito em Campo Grande (MS). As unidades aéreas que estão sediadas em Boa Vista (RR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO) treinaram Guiamento Aéreo Avançado (GAA) com os militares de operações especiais do PARA-SAR. Foi a primeira vez que o treinamento de GAA envolveu as quatro unidades.

O objetivo foi qualificar os militares na operação de GAA, que tem a finalidade de, em casos de conflito, proporcionar às aeronaves atacantes amigas uma identificação precisa do alvo, além da orientação necessária para um ataque eficiente a determinado alvo.

De acordo com o Comandante do PARA-SAR, Major de Infantaria Anderson de Oliveira Shiavo, o guiamento aéreo avançado é encarado atualmente como componente indispensável e decisivo nas operações em qualquer tipo de guerra ou ação militar. “Ele influencia diretamente as concepções e o desenrolar das táticas no combate”, definiu.


O Major explica que o treinamento auxilia diretamente no cumprimento da missão da FAB. “O objetivo do intercâmbio é para que possamos atuar em diversas missões em um contexto de apoio aéreo aproximado junto à força conjunta de Operações Especiais, ou de maneira independente, com destacamentos de Operações Especiais infiltrados em território hostil, isolados, atuando contra alvos de superioridade aérea inimiga ou outros alvos de interesse da Força Aérea, contribuindo assim com a missão da instituição de manter a soberania do espaço aéreo nacional com vistas à defesa da pátria”, afirma.

Durante o treinamento, pilotos do A-29 em voo simularam as táticas em voo enquanto os militares do PARA-SAR aplicavam os métodos em solo. De acordo com o Capitão Aviador Antônio Augusto Silva Ramalho, piloto do Esquadrão Escorpião (1°/3° GAV), o ganho operacional do intercâmbio consiste na consolidação da doutrina de guia aéreo avançado e apoio aéreo aproximado, além de auxiliar na troca de experiências e percepções dos militares que estão no terreno e os que estão em voo.

“Com a percepção das dificuldades encontradas em solo, o piloto pode auxiliar o Guia Aéreo com informações que facilitarão os aviadores a adquirir contato visual com objetivo, restrições de ataque e métodos mais adequados de fraseologia”, completa.

Apoio Aéreo Aproximado

Os militares também treinaram o Apoio Aéreo Aproximado, que consiste em empregar meios de Força Aérea para detectar, identificar e neutralizar ou destruir forças de superfície inimigas que estejam em contato direto com forças de superfície amigas.

Uma missão é complemento da outra. Enquanto no guiamento aéreo aproximado, o pessoal está no solo, em contato direto com o inimigo distribuindo as orientações necessárias para o líder da formação; no apoio aéreo aproximado, as aeronaves estão em voo, buscando adquirir contato visual com as forças inimigas, por meio das orientações do pessoal em solo.

Fonte: 1°/3° GAV
Edição: Agência Força Aérea, por Ten Iris Vasconcellos

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