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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Saab negocia abertura de linha de produção do Gripen na Índia



Saab promete criar nova linha de produção do Gripen na Índia e tornar o país um dos principais exportadores do caça, se ganhar a concorrência da Força Aérea Indiana (IAF – sigla em inglês). A informação foi divulgada pelo presidente da fabricante sueca na Índia, Jan Winderstrom, em entrevista a um jornal indiano. “Eu acho que somos os únicos que está desenvolvendo agora caças de nova geração. Ainda que o nosso seja monomotor, temos a mesma capacidade de correspondência de qualquer outro avião bimotor que está no mercado”, disse Jan Widerstrom.

A Saab lançou sua nova geração de caças Gripen E em resposta aos demais concorrentes. O Gripen, de fato, estava entre os seis jatos na corrida para uma concorrência da IAF lançada em 2007 para 126 aviões de combate multi-função. A maior parte destas aeronaves deviam ser fabricadas sob licença na Índia. Após longos ensaios, a escolha foi reduzida a dois e depois a um – o Rafale da Dasault Aviation. Com as negociações de preços indo a lugar nenhum, a concorrência foi desmantelada e a IAF optou por uma compra de 36 Rafales.


O contrato final foi assinado apenas em setembro deste ano e os jatos começarão a chegar em setembro de 2019, com a ordem prevista para ser concluída em 30 meses. Enquanto isso, a IAF também decidiu comprar 83 adicionais da aeronave de combate leve Tejas (LCA) desenvolvida e fabricada localmente.

Em meio a tudo isso, a IAF viu sua força diminuir dos 42 esquadrões de combate sancionados para 25. Isto se deve, em grande parte, à eliminação progressiva dos MIG-21s, MIG-23 e MIG-27s da União Soviética e ao desuso de muitas aeronaves devido à falta de peças sobressalentes. Daí a última proposta de compra de 100 caças.

Estas aeronaves deverão ser fabricadas no país sob a iniciativa da Índia. “Estamos prontos para oferecer capacidade de transferência de tecnologia e capacidade de expansão na Índia não apenas para produção”, disse Widerstrom. E acrescentou, “não estamos planejando mover uma antiga linha de produção para a Índia. Mas abrir uma nova linha para a próxima geração de caças. Isso vai colocar a Índia no mapa aeroespacial como um exportador líquido dessas aeronaves”.

Há, no entanto, um ponto que ainda precisa ser resolvido. A exportação de armas e sistemas letais é uma área bastante obscura no País. Só recentemente, o Ministério da Defesa indiano começou o processo para permitir isso. Dado que a Índia levou 25 anos para comprar um avançado jato de treinamento e que o processo para o Rafale tomou quase uma década, este poderia ser um exercício prolongado.

“Nós definitivamente gostaríamos de ver a Índia como um centro de produção regional para as encomendas globais do Gripen no futuro. Nós cumpriremos plenamente os regulamentos do governo indiano sobre a exportação de equipamentos de defesa”. A empresa acredita que a aeronave “certamente seria um bom ajuste para as necessidades da Índia”.

“Nosso modelo de negócios é trabalhar com parcerias com países e empresas. Temos o apoio total do governo sueco sobre isso”, observou Widerstrom. “A Índia fará parte da nossa cadeia de fornecimento global, temos um ponto europeu na Suécia, estamos construindo um ponto agora na América do Sul no Brasil, apoiando essa parte do mercado.O que queremos aqui na Índia é um terceiro ponto apoiando esta parte do mercado “, disse Widerstrom.

Indústria de Defesa & Segurança via Z News

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