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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Irã condena britânica a cinco anos de prisão por espionagem



Funcionária de fundação beneficente Nazanin Zaghari-Ratcliffe, que possui cidadania britânica e iraniana, foi acusada de tentar derrubar o governo de Teerã. Sua filha também está impedida de deixar o país.

Uma funcionária da Fundação Thomson Reuters, braço caritativo da agência britânica de notícias, com cidadania britânica e iraniana foi condenada a cinco anos de prisão. Como comunicaram autoridades iranianas neste domingo (22/01), ela é acusada de tentar derrubar o governo em Teerã.

Nazanin Zaghari-Ratcliffe estava detida há dez meses, desde sua prisão por espionagem e motim. Ela foi detida ao tentar deixar o Irã em abril de 2016 com a filha após uma visita à família. Seu passaporte foi apreendido e a criança foi colocada sob os cuidados dos avós.

Embora tenha cidadania britânica, a diretora de projeto de 37 anos não pode pedir ajuda ao consulado do Reino Unido, já que o Irã não reconhece a dupla cidadania. No país, os julgamentos de réus com dois passaportes costumam ser conduzidos a portas fechadas, perante um tribunal especializado em casos de espionagem.

Acusações vagas

Poucos detalhes das acusações contra Zaghari-Ratcliffe foram divulgados. Seu marido, Richard Ratcliffe, nega categoricamente a alegação de que ela é trabalharia para a BBC Farsi. O departamento persa da emissora estatal britânica tem sido alvo de repetidas críticas do governo iraniano por "encorajar" protestos ilegais e incitar a opinião pública.

"Nazanin nunca trabalhou para a BBC Farsi. Ela atuou como assistente de treinamento para a BBC Media Action, o braço caritativo da BBC, de 2009 a 2010", disse a chefe-executiva da Fundação Thomson Reuters, Monique Villa.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, expressou preocupação pelo caso Zaghari-Ratcliffe numa teleconferência com o presidente iraniano, Hassan Rouhani, em agosto, mas sem sucesso. Um porta-voz do Judiciário iraniano classificou a sentença como "finalizada", o que provavelmente significa que Zaghari-Ratcliffe perdeu a última chance de apelação.

DW - Deutsche Welle

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