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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Taiwan denuncia presença chinesa em estreito



Taipei denuncia presença militar chinesa no Estreito de Taiwan

Manobra nas águas que separam ilha da China continental acirra tensões entre os dois lados. Governo de Taiwan diz que suas forças acompanham de perto a situação e pede calma à população.

O governo taiwanês denunciou nesta quarta-feira (11/01) que a China enviou uma frota naval, liderada por um porta-aviões, ao Estreito de Taiwan, que separa o território insular da China continental, acirrando as tensões entre Pequim e Taipei.

As autoridades de Taiwan pediram que a população mantenha a calma, informando que aviões e navios militares monitoram a movimentação dos navios chineses. Caças F-16 e a sistemas militares de vigilância do Japão acompanham de perto a situação. "Nossas forças militares monitoram a situação e agirão se necessário", afirmou o Ministério da Defesa de Taiwan.

"Quero ressaltar que nosso governo tem capacidade suficiente de proteger nossa segurança nacional. Não é necessário entrar em pânico", afirmou o ministro do Conselho de Assuntos Continentais de Taiwan, Chang Hsiao-yueh. Ele avalia que 2017 será um ano difícil para as relações sino-taiwanesas e destacou que "ameaças não vão beneficiar os laços entre os dois lados do Estreito".

Poderio militar

O porta-aviões Liaoning, o único que a China possui, retornava do Mar da China Meridional. A embarcação foi enviada no mês passado para uma visita ao território disputado entre Pequim e seus vizinhos na região, localizado numa das principais rotas do comércio marítimo mundial.

O Ministério da Defesa de Taiwan afirma que a frota chinesa não invadiu as águas de Taiwan, mas entrou numa zona de identificação de seu espaço aéreo ao navegar numa linha que divide o Estreito de Taiwan entre territórios de Pequim e Taipei.

Analistas afirmam que a manobra seria uma manifestação da intenção de Pequim de assegurar seu domínio sobre a região, se necessário, utilizando força militar.

Encomendado pela China em 2012, o Liaoning foi construído a partir da estrutura de um porta-aviões soviético, se tornando símbolo da sofisticação e do poderio militar do país.

Desde a cisão entre Pequim e Taipei em 1949, a relação entre os dois lados é caracterizada por uma trégua instável. Os laços se deterioraram ainda mais após a eleição da presidente pró-independência Tsai Ing-wen, em maio de 2016. A China alertou sobre os riscos de acirramento das tensões caso o novo governo questione a soberania chinesa sobre Taiwan.

DW - Deutsche Welle

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