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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Estados Unidos lançam 60 mísseis Tomahawk contra a Síria



Ataque deixou 6 pessoas mortas, segundo exército do país

Em resposta ao ataque químico na Síria, que deixou dezenas de mortos no começo da semana, os Estados Unidos bombardearam o país, na noite desta quinta-feira (6), de acordo com a Casa Branca. Esse foi o primeiro ataque americano direto na Síria durante o governo do presidente Donald Trump.

O ataque surpresa marca uma reviravolta para Trump, que durante sua campanha rejeitou a ideia de os EUA serem arrastados para a guerra civil daquele país. Após o ataque químico que matou inclusive crianças, o presidente disse que o ocorrido era uma "desgraça para humanidade" e que "ultrapassou muitos limites".

Cerca de 60 mísseis Tomahawk disparados de navios de guerra no Mar Mediterrâneo miraram em uma base aérea síria, em retaliação ao ataque químico que Washington acredita ter sido conduzido pelo regime de Bashar al-Assad.

Trump não anunciou o ataque com antecedência, embora ele e outras autoridades de segurança nacional tenham aumentando os alertas contra o governo sírio ao longo desta quinta-feira (6).

O ataque acontece enquanto o republicano recebe o presidente chinês, Xi Jinping, em uma reunião em que devem discutir os lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte. As ações de Trump na Síria podem sinalizar à China que o novo presidente não tem medo de tomar medidas militares unilaterais.

Forças armadas da Síria dizem que seis pessoas morreram em ataque a base aérea

As forças armadas da Síria afirmaram que seis pessoas morreram no ataque americano à base aérea de Shayrat, na madrugada desta sexta-feira (no horário local).

O general Ali Ayyoub disse ainda, em declaração lida em transmissão televisiva, que a ação dos Estados Unidos foi uma agressão que vai afetar as operações de contraterrorismo no país.

Ataque à Síria é de 'vital interesse' para os EUA, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ataque com mísseis contra uma base aérea da Síria, na noite desta quinta-feira (6), foi de "vital importância" para os interesses de segurança nacional dos EUA.

O republicano afirmou que o seu país precisa "prevenir e evitar a propagação e o uso de armas químicas mortais". Ele afirmou que "não há contestação de que a Síria usou armas químicas proibidas", referindo-se à ofensiva que matou dezenas de pessoas no começo da semana.

Trump falou a repórteres após se encontrar com o presidente Xi Jinping, na Flórida, enquanto as forças americanas lançavam cerca de 60 mísseis Tomahawk em território sírio, no primeiro ataque do governo Trump ao país. A TV estatal da Síria informou sobre ataque, dizendo que este foi um ato de "agressão" dos EUA.

Em seu comunicado, Trump disse que espera que a paz e harmonia prevaleçam. "Deus abençoe a América e o mundo inteiro", disse o presidente americano ao encerrar seu pronunciamento.

Rússia suspende acordo com EUA para evitar choques em espaço aéreo sírio

O governo russo indicou que está suspendendo o acordo que tinha com os EUA de coordenar ações militares na Síria para evitar qualquer tipo de choque entre aeronaves que estejam sobre o espaço aéreo do país em conflito.

A iniciativa é uma resposta aos ataques americanos contra uma base aérea síria. O entendimento entre militares das duas potências seria para permitir que ambos pudessem lutar contra o terrorismo, sem que a aviação russa ou americana fossem afetadas por disparos. A cada operação contra grupos terroristas, americanos e russos trocavam informações sobre a trajetória de seus ataques, suas posições e seus alvos.

O temor era de que, sem essa coordenação, incidentes pudessem ocorrer, levando a uma escalada militar entre os dois governos que, no cenário sírio, tomam posições diferentes em relação ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

Em sua primeira reação aos ataques do governo americano na Síria o Kremlin alertou na manhã de sexta-feira que considerou a iniciativa de Donald Trump como um "ato de agressão contra um estado soberano" e alertou que pode representar um "golpe significativo nas relações entre americanos e russos, que já estavam em uma situação deplorável".

Principal aliado do regime de Bashar al-Assad, o presidente russo, Vladimir Putin, vinha rejeitando dar seu voto a uma resolução no Conselho de Segurança da ONU para condenar os ataques químicos ocorridos na Síria nesta semana.

"Trata-se de uma agressão contra um estado soberano em violação ao direito internacional e sob um falso pretexto", disse Dmitry Peskov, porta-voz de Putin. Para ele, a questão das armas químicas não está provada.

Moscou insiste que a Síria não conta com armas químicas e que sua destruição, desde 2013, foi monitorada por observadores internacionais.

Para ele, não existe dúvida de que o ato terá consequências nas relações entre a Casa Branca e o Kremlin, às vésperas de uma reunião entre ministros dos dois países.

Há ainda uma contradição entre as informações sobre até que ponto russos e americanos trocaram informações sobre o ataque, antes de sua realização. O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, indicou que "não houve discussão com Moscou ou contato, e nem depois dos ataques".

Mas o Pentágono indicou que a Rússia havia sido alertada antes, por meio de canais militares. De acordo com o porta-voz da instituição, Jeff Davis, Moscou foi informada "em múltiplas conversas" durante o dia de quinta-feira. Isso teria ocorrido entre a base americana no Catar com a base russa em Latakia, na Síria. "Existiam russos na base (atacada) e tomamos medidas extraordinárias para não atingir as áreas onde os russos estão", disse.

Estadão Conteúdo

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