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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Fuzileiros Navais encerram preparação de grupamento para o Haiti


Militares treinam nas ruas de Itapemirim (ES)

Entre os dias 19 e 30 de abril aconteceu, em Itaóca (ES), o exercício “Adest Batalhão de Proteção I – 2017”, que é o treinamento final dos 175 componentes do 26º Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH), nos procedimentos pertinentes a uma Força de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Este será o último grupamento a ser enviado àquele país.

O treinamento foi realizado em duas etapas: uma fase de oficinas e uma fase tática, que envolve simulações, a fim de tornar o exercício o mais próximo da realidade que será vivenciada na missão. Nos dias 27 e 28 de abril, os militares realizaram a maior parte dos adestramentos da fase tática, com ações de cerco e vasculhamento, controle de distúrbios e patrulhamentos a pé, mecanizado e motorizado.

Os integrantes do 26º Contingente começarão a seguir para o Haiti, no dia 16 de maio.

A atuação da Marinha do Brasil no Haiti

A MINUSTAH foi estabelecida pela Resolução n° 1.542, de 30 de abril de 2004, por um período inicial de seis meses, para aplicação militar de um contingente de, aproximadamente, 6.200 militares e 1.400 policiais civis, visando garantir um ambiente seguro e estável no Haiti, a fim de contribuir com as demais ações humanitárias, civis e políticas da ONU.

Em 1º de junho de 2004, a Marinha do Brasil, por intermédio da Força de Fuzileiros da Esquadra, completou o primeiro embarque de meios e pessoal, por um período aproximado de seis meses. O Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais-Haiti (GptOpFuzNav-Haiti) do 1º Contingente, nucleado em torno do Batalhão Paissandu, totalizou um efetivo de 234 militares.

Até setembro de 2005, o Brasil foi o país que contribuiu com o maior efetivo a serviço da MINUSTAH. Os Fuzileiros Navais instalaram-se em uma base própria, denominada Acadêmica Raquel de Queiroz, localizada em área adjacente ao aeroporto da capital, Porto Príncipe. A partir do 6º contingente, o Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais no Haiti passou a controlar setor norte da capital haitiana, ficando o centro e o sul de Porto Príncipe a cargo do Exército Brasileiro.

Em 2014, a resolução 2180 do Conselho de Segurança da ONU reduziu em mais de 2200 componentes o efetivo da MINUSTAH. Contudo, foi mantido o contingente brasileiro, ratificando o excelente trabalho que o Brasil realizou no País.

Duas catástrofes naturais atingiram o Haiti ao longo dos 13 anos de atuação das Forças Armadas brasileiras. No dia 12 de janeiro de 2010, um terremoto causou a morte de mais de 200 mil pessoas. O GptOpFuzNav-Haiti, 11º Contingente, que estava no fim de sua missão, prestou o apoio necessário para a manutenção de um ambiente estável, de maneira que pudesse ser prestada toda a ajuda humanitária possível.

Em 4 de outubro de 2016, o país foi atingido pelo furacão Matthew, que causou inundações e deixou várias famílias desabrigadas. Devido a capacidade expedicionária, os Fuzileiros Navais do 24º Contingente, atuando em conjunto com a Companhia de Engenharia do Exército Brasileiro, receberam a missão de se encaminhar até a região mais atingida, trabalhando noite e dia na desobstrução de estradas para a chegada de assistência. No dia 7 de outubro, um pelotão de Fuzileiros Navais foi a primeira tropa a conseguir chegar, por terra, à cidade de Jeremy, a mais afetada pela catástrofe.

Marinha do Brasil

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