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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Reforço americano no Afeganistão deve ter avião brasileiro



Modelo Super Tucano, da Embraer, já é utilizado pela Força Aérea afegã no combate a rebeldes do grupo Taleban

Roberto Godoy

O envio de novas tropas dos Estados Unidos – cerca de 3 mil soldados e fuzileiros – para expandir as ações contra militantes jihadistas no Afeganistão está em fase final de elaboração pelo Comando Conjunto das Forças Armadas, em Washington.

A junta prepara uma proposta para ser apresentada nas próximas semanas ao presidente Donald Trump, segundo revelou o chefe do grupo, general Joe Dunford. Há dois dias, circularam informações de que os atuais quase 9 mil militares americanos mantidos em território afegão receberiam reforços. Dunford destacou que a “no alto da lista” de prioridades do Pentágono na luta com a Al-Qaeda e o Estado Islâmico estão “a qualificação e o equipamento adequados das forças locais”.

A notícia do general, veterano das guerras do Golfo, do Iraque e do Afeganistão – na fase em que os combatentes dos EUA chegavam a 120 mil – é boa, de certa forma, para o Brasil. A estratégia prevê a aquisição de aviões leves de apoio e interdição para serem entregues em Cabul.

A aviação afegã já usa com sucesso 12 Super Tucanos A-29, turboélice de ataque ao solo da Embraer. A frota realiza em média 65 saídas de fogo por mês. A compra, prevendo o repasse do lote, foi feita pelo governo americano por meio do grupo Sierra Nevada, associado da empresa aeronáutica brasileira.

O contrato de US$ 427 milhões cobre 20 aeronaves – oito delas permanecerão na Base Aérea Moody, um centro de treinamento no Estado da Geórgia. O A-29 leva até 1,5 tonelada de bombas, mísseis e foguetes, mais duas metralhadoras .50 orgânicas do avião.

Para o general John Nicholson, comandante da operação das forças americanas no Afeganistão, a situação no momento “é a de um impasse que precisa ser destravado”. Em informe ao Congresso, Nicholson lembrou que o Exército afegão, embora tenha conseguido neutralizar várias lideranças radicais, “42 delas em uma única ação”, também sofreu muitas baixas na luta com o Taleban. Ele considerou a relação “um péssimo equilíbrio”.

O Estado de S.Paulo

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