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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Exércitos do Brasil e dos Estados Unidos estreitam cooperação


O Exército Brasileiro acredita que a Operação Culminating é de extrema importância na preparação do combatente brasileiro. (Foto: Soldado Bruno dos Santos Ouriques, 3º RC Mec).

A Operação Culminating envolve manobras conjuntas dos dois exércitos entre 2017 e 2020, quando será realizado um exercício combinado em Fort Polk, Luisiana, e uma análise pós-operação em 2021.

Nelza Oliveira/Diálogo

O Exército Brasileiro (EB) está em meio a uma preparação para cinco anos de intercâmbio com os Estados Unidos. A operação batizada de Culminating tem por objetivo estreitar a cooperação com a força terrestre norte-americana e envolve manobras conjuntas entre os anos de 2017 e 2020, com uma análise pós-operação em 2021. O auge será um treinamento combinado entre os dois exércitos, no segundo semestre de 2020, no Centro de Formação de Prontidão Conjunta (JRTC, por sua sigla em inglês), na instalação militar Fort Polk, no estado de Luisiana, um dos principales centros de treinamento do Exército dos EUA.

A Operação Culminating encerrará em 2020 com um exercício combinado no JRTC, um dos principales centros de treinamento do Exército dos EUA. (Foto: Soldado Bruno dos Santos Ouriques/3º RC Mec).
“A Operação Culminating está incluída no Plano Quinquenal, que é um documento entre o Brasil e os EUA para melhorar nossas relações, aumentar a compreensão e aprimorar as capacidades de interoperabilidade”, afirmou o EB à Diálogo, por meio de seu Centro de Comunicação Social. Segundo a nota, atualmente está sendo realizado o planejamento do preparo e da logística para as atividades previstas na operação, que envolverá a participação de 470 militares brasileiros.

“Em 2018 e 2019, será realizada a capacitação dos oficiais e sargentos observadores, controladores e avaliadores e a conclusão da preparação logística”, afirmou o porta-voz da instituição. “Em 2019, será estruturada a organização militar e realizada a preparação específica para a participação no exercício do ano seguinte”, detalhou o comunicado enviado pelo EB.

Fortalecendo laços e trocando experiências

O General-de-Brigada do Exército dos EUA Clarence K.K. Chinn (à esq., segundo da frente para trás), comandante do ARSOUTH, se reuniu com militares brasileiros em março, no Brasil. (Foto: Comando Militar da Amazônia)
No lado norte-americano, a operação está sendo realizada junto ao Exército Sul dos Estados Unidos (ARSOUTH, por sua sigla em inglês), responsável por conduzir e dar o suporte a operações multinacionais com países da América Central e do Sul, além do Caribe. O General-de-Brigada do Exército dos EUA Clarence K.K. Chinn, comandante do ARSOUTH, esteve no Brasil em março e em abril, a fim de ampliar parcerias e estabelecer acordos com o EB.

“Tem sido uma oportunidade fenomenal para aprendermos sobre o Exército Brasileiro. Porém, o mais importante é a parceria e trabalhar em conjunto. Nós temos sido parceiros desde a Segunda Guerra Mundial; então é uma grande oportunidade e uma honra ouvir sobre as grandes coisas que o Brasil tem feito na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti e sobre o grande trabalho realizado durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas”, afirmou na ocasião o Gen Brig Chinn, que se reuniu com o General Eduardo Villas Bôas, comandante do EB, em Brasília, no Distrito Federal, e também foi para Manaus para participar de atividades no Comando Militar da Amazônia.

Ajudando na preparação do combatente brasileiro

Segundo o EB, a preparação dos militares brasileiros para a Operação Culminating será direcionada pelos militares dos Estados Unidos. Os detalhes da parte logística da operação estão sendo definidos na fase atual de planejamento. “A principal vantagem é ter os militares brasileiros trabalhando em conjunto com o principal exército do mundo, compartilhando suas experiências em combate, tendo a chance de aperfeiçoar sua doutrina,”disse o EB. “O adestramento específico para este tipo de missão também é fundamental e de extrema importância na preparação do combatente brasileiro”, agregou.

O EB finalizou, dizendo que militares brasileiros e norte-americanos podem colaborar entre si na área do planejamento e da execução da manobra, nas áreas de logística, inteligência, comunicações e no intercâmbio de materiais de ambos os exércitos. O comunicado do EB à Diálogo informou também que, em 2021, último ano do Plano Quinquenal, haverá uma análise pós-operação, como também um planejamento dos próximos passos de intercâmbio entre o EB e o Exército dos EUA, antevendo que a parceria entre os dois países na Culminating acena para além dos cinco anos previstos no plano.

Diálogo Americas.

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