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sexta-feira, 28 de julho de 2017

CENTENÁRIO DO INGRESSO DO BRASIL NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

A Primeira Guerra Mundial, ocorrida no período de 1914 a 1918, foi o primeiro dos grandes conflitos envolvendo as maiores potências do planeta no Século XX. Em 2017, completa-se um século do início da participação das Forças Armadas brasileiras nesse episódio, que remodelou o mapa da Europa e ceifou a vida de milhões de combatentes de diversas nacionalidades.


Fiel à Convenção de Haia, o Governo brasileiro estabelecera sua conduta de nação neutra. Essa situação garantia ao Brasil o direito de ser respeitado pelas potências em guerra. Nosso País mantinha cordiais relações com a Alemanha, iniciadas ainda no período colonial.


No entanto, uma proclamação alemã que restringia a liberdade marítima dos países neutros sensibilizou a opinião pública brasileira e propiciou a decisão de dar apoio à causa da chamada “Tríplice Aliança”, formada pela Grã-Bretanha, França e Rússia, oponentes dos alemães. Embora partidário da neutralidade absoluta, o então Presidente Wenceslau Braz não podia permanecer indiferente quando se multiplicavam as provas de intervenção alemã, como violações dos portos nacionais para reabastecimento de cruzadores, disfarçados em navios mercantes, incentivo a greves operárias e tentativas de mobilização das colônias povoadas por pessoas de origem germânica.


No dia 3 de abril de 1917, alemães provocaram o afundamento do navio mercante brasileiro "Paraná", na costa francesa, provocando clamor popular contra a agressão. Oito dias depois, nosso País rompeu relações diplomáticas com a Alemanha, o que aumentou as tensões entre os dois Governos, desembocando na declaração de guerra do Brasil à Alemanha, em 26 de outubro de 1917.

Brasil em armas



1917 foi o ano em que o Brasil decidiu entrar nesse grande conflito. Com a autorização do Congresso Nacional, o Presidente Wenceslau Braz abriu os portos brasileiros aos navios de guerra das nações aliadas. O Brasil assumiu, também, o encargo de patrulhar o Atlântico Sul, diminuindo os encargos das Marinhas amigas. Essa colaboração, entretanto, era limitada, face às necessidades de guerra e às nossas possibilidades. Sabia-se que os meios de transporte marítimo constituíam, naquela ocasião, um dos problemas vitais para os nossos aliados. Dessa forma, o Brasil demonstrou o propósito de também oferecer a participação material.

Por outro lado, a Divisão Naval em Operações de Guerra seguiu, em 7 de maio de 1918, para os mares europeus, a fim de incorporar-se à esquadra britânica em Gibraltar.



Além dessa participação, o Brasil enviou um Grupo de aviadores navais que, partindo para a Inglaterra em janeiro de 1918, onde começou um treinamento intensivo, participou, a seguir, de missões de combate, juntamente com os pilotos ingleses da Royal Air Force. O Grupo era constituído de um capitão-tenente e sete tenentes da Marinha de Guerra e do Tenente Aliatar de Araújo Martins, do Exército.

Aviadores brasileiros também serviram em Unidades francesas e britânicas, tendo muitos deles perdido a vida.

Da mesma forma, oficiais de nosso Exército foram incorporados a vários regimentos franceses da linha de frente, dentro dos quais muitos se distinguiram em combate, como o então Major Tertuliano de Albuquerque Potyguara (promovido ao posto de tenente-coronel durante essa Guerra, por bravura em combate) e o Capitão José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Muitos tiveram os nomes citados em ordens do dia e foram agraciados com condecorações aliadas.

Mobilizou-se, ainda, um grupamento médico, com a finalidade de instalar um hospital para tratamento de feridos de guerra na França. A Missão Médica especial era chefiada pelo Dr. Nabuco Gouveia e orientada pelo General Napoleão Aché, estando subordinada ao Comando Único dos Exércitos Aliados. A missão partiu com 86 médicos, a 18 de agosto de 1918. Em Paris, incorporaram-se mais seis médicos, atuando no Franco-Brasileiro mantido pela colônia brasileira daquela cidade. Com exceção de cinco médicos do Exército e cinco outros da Marinha de Guerra, todos os demais eram civis convocados e comissionados em diversos postos. Integravam também essa Missão Médica 17 acadêmicos de medicina e 16 outros elementos, dentre farmacêuticos, pessoal de intendência, de secretaria e contínuos, além de 30 praças do Exército indicados para constituir a guarda do Hospital Brasileiro instalado na Capital francesa.

O Brasil havia cooperado para a vitória final. Após o armistício, o Governo ordenou o regresso da Divisão Naval, da Missão Médica e dos demais elementos deslocados para a Europa e que, em sua totalidade, haviam sido voluntários, desmobilizando-os em seguida.


Agência Verde-Oliva  

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