Slider

Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira

segunda-feira, 5 de março de 2018

Estados Unidos: Porta-aviões USS Carl Vinson (CVN 70) chega ao Vietnã 40 anos depois da guerra para enviar mensagem à China



É a primeira vez que um navio de guerra como o USS Carl Vinson (CVN 70) atraca no país desde 1975, uma visita que tem lugar depois de a China ter anunciado um Orçamento de Defesa para 2018 na ordem dos 142 mil milhões de euros, mais 8% de investimento nas forças militares do que no ano passado.

Joana Azevedo Viana

O porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson (CVN 70) está prestes a fazer história, esta segunda-feira, ao tornar-se o primeiro navio dos EUA desta envergadura a visitar o Vietnã desde 1975, quando terminou a controversa guerra que opôs o país aos EUA. O porta-aviões movido à energia nuclear vai atracar na cidade portuária de Danang, onde as primeiras tropas de combate norte-americanas desembarcaram para dar início à guerra no Vietnã.

A visita e o porto onde o USS Carl Vinson (CVN 70) vai atracar são altamente simbólicos, numa altura em que os EUA estão a tentar reforçar as relações militares com o antigo rival e a hegemonia chinesa é crescente.

Os analistas dizem que o envio do porta-aviões serve, acima de tudo, para mandar uma mensagem clara à China perante as suas crescentes aspirações expansionistas no Mar do Sul da China.

A chegada do navio norte-americano quase coincidiu com o anúncio de Pequim de que o seu Orçamento de Defesa para este ano vai situar-se nos 1,11 biliões de yuan (cerca de 142 mil milhões de euros), mais 8% de investimento militar do que ano passado.

Jonathan Head, correspondente da BBC em Danang, diz que o acolhimento do USS Carl Vinson (CVN 70) pelo Vietnã envolve uma jogada arriscada, com as autoridades do país comunista empenhadas em evitar quaisquer passos em falso com os norte-americanos que possam pôr em causa a sua relação com a China.

Apesar da crescente cooperação entre norte-americanos e vietnamitas, essa relação continua a ser muito limitada e é na China que Hanói tem, de longe, o seu principal parceiro de trocas.

Ao longo dos últimos anos, a China tem reclamado soberania sobre grande parte do Mar do Sul da China, incluindo recifes e ilhas que são disputados por outras nações da região. Ao mesmo tempo, Pequim tem estado a construir ilhas artificiais nesse corredor marítimo para defender o que diz ser o seu território.

Os EUA continuam a assegurar que não tomam parte nestes conflitos, mas nos últimos anos têm reforçado as chamadas missões de “liberdade de navegação”, enviando navios da Marinha para as disputadas águas num desafio às ambições chinesas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

[Fechar]