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terça-feira, 31 de julho de 2018

Rússia oferece ao Brasil assistência no desenvolvimento de foguetes


A Rússia propôs ao Brasil assistência na criação de foguetes portadores das classes leve e média, e está aguardando a reposta do país sul-americano, contou em entrevista à Sputnik o diretor-geral da empresa Energomash, Igor Arbuzov.

"Percebemos que deveríamos entrar no mercado brasileiro com uma proposta abrangente que compreenderia não somente motores, mas foguetes e planos de modernização de cosmódromo. Algum tempo atrás, foi realizada uma rodada de negociações. Agora a bola está no campo brasileiro. Eles pegaram um tempo para pensar", assinalou Abruzov.

Ele frisou que as conversações abrangeram foguetes das classes leve e média.

Arbuzov recordou que até hoje os dois países fecharam uma série de protocolos e memorandos, inclusive documentos no que toca à participação da Rússia no desenvolvimento do centro de lançamento de Alcântara.


Em 1984, o Brasil iniciou o desenvolvimento do foguete leve VLS-1, mas os dois primeiros lançamentos acabaram por falhar, sendo seguidos por um terceiro lançamento no qual o foguete deu partida antecipada, causando a morte de 21 especialistas devido à explosão.

Em 2003, o Brasil e a Ucrânia fecharam um acordo de cooperação que previa o lançamento comercial de satélites através de foguete de classe média Cyclon. Contudo, os atrasos nos prazos e as capacidades tecnologias insuficientes fizeram com que o governo brasileiro interrompesse a parceria com a Ucrânia em 2015.

Em vez de Kiev, Brasília solicitou assistência de Moscou na área espacial.

Em janeiro de 2017, surgiram informações de que as autoridades brasileiras estariam preparando uma proposta para os EUA quanto à utilização da base de Alcântara. Conforme o planejado, o lado brasileiro proporcionaria a Washington acesso ao cosmódromo em troca de tecnologias de foguetes. Em fevereiro de 2018, as autoridades brasileiras comunicaram estar negociando o aluguel do cosmódromo com a empresa norte-americana SpaceX.

Sputnik News

Um comentário:

  1. Colônias não decidem seu futuro, somente a metrópole (USA) é quem decide.

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