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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Gripen, a vingança de Dilma?

A presidenta Dilma Rousseff bateu o martelo sobre a escolha dos jatos de combate Gripen para renovação da frota da Força Aérea Brasileira, praticamente sucateada. O pessoal da Aeronáutica desde o primeiro momento optara pelos aparelhos suecos. Historiando esse processo de compra, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso concluiu-se pela necessidade de reaparelhamento da FAB. Mas, FHC enrolou e deixou para o Lula a decisão final sobre a compra dos caças a jato.


Desde o primeiro momento, a FAB optara pelos aspectos técnicos e econômicos. Os jatos de combate da Gripen custavam cerca de 4 bilhões de dólares. Bem menos que os aviões norte-americanos e franceses. E os suecos ainda transfeririam tecnologia de seus aparelhos para o Brasil. Em oito anos de gestão, Lula namorou os aviões Rafale, construídos pela Dassault, da França, bem mais onerosos.

Lula vislumbrava a entrada no Brasil no Conselho de Segurança da ONU, que a França insinuava apoiar. Por isso, flertava com a nação francesa a compra de seus jatos de combate. Como a verba estava curta, seu governo enrolou o que pode e deixou a decisão para a presidenta Dilma.

Na realidade, a compra dos jatos de combate virou uma novela. Um negócio tão cobiçado do setor de defesa e que tende a definir alianças estratégicas do Brasil nos próximos anos, só podia mexer com os países classificados para esse fornecimento.

Os Estados Unidos, que estavam no auge de uma crise financeira, queriam comer o “bolo”, através da Boeing, para que fornecesse o seu modelo de combate F-18 Super Hornet. A presidenta Dilma Rousseff estava propensa a fechar o contrato com os americanos. Afinal, os States são os segundo maiores importadores do Brasil e que também remontando à Segunda Guerra foram aliados dos brasileiros.

A revelação da extensão do programa de espionagem americana pelo técnico da CIA e da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Edward Snowden, hoje recluso na Rússia porque se voltar ao seu país será fatalmente condenado, fez com que Dilma desse sinal vermelho à Boeing.

No fundo, no fundo, sua atitude transparece àquele tipo de vingança feminina que sabe machucar na hora exata. De pouco adiantou a diplomacia americana dar razão ao governo brasileiro em condenar as ações da NSA e reafirmar que a força das relações comerciais entre Brasil e EUA vai além das denúncias.

O que se sabe é que se Dilma tentou “dar o troco”, o tiro em parte saiu pela culatra. É que a sueca Saab, que assinará o contrato de 4,5 bilhões de dólares com o Ministério da Defesa do Brasil, detém uma série de fornecedores de peças. As turbinas dos jatos do Gripen, por exemplo, são fornecidas pela Boeing, empresa norte-americana.

É claro que a escolha dos 36 caças Gripen NG foi oportuna. O Brasil, como média potência econômica, precisa estar aparelhado no plano militar. A Saab, empresa sueca que venceu a licitação, desde o primeiro momento se dispôs a transferir tecnologia, construindo os aviões no Brasil. Trata-se, sem dúvida, de um caça moderno e os preços foram os melhores. Gastar menos com defesa é uma preocupação mundial. A proposta da empresa vencedora é dispor de uma planta em conjunto com a Embraer, em São Bernardo do Campo.

Diário da Manhã 

8 comentários:

  1. O que pesou mais na escolha do Gripen é a troca de informações e tecnologia que seriam repassadas para o Brasil. O Gripen é moderno e ainda está em constante desenvolvimento. Já as outras propostas deixavam á desejar no preço e na troca de conhecimento. Apesar de não ser nada fã desse governo comunista, acho que em 10 anos foi a única bola dentro que eles deram. Infelizmente vou ter que concordar com uma ex-terrorista.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Deveriam corrigir a falsa informação;as turbinas do Gripen não são fornecidas pela Boeing e sim pela VOLVO Sueca,que detem o direito de fabricação sob licença ! E acrescentar que 40% da estrutura do caça Gripen Serão fabricadas no Brasil pela AKAER e a montagem final do aparelho será feira pela EMBRAER !

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  4. Como diria Lula:
    Nunca antes na história deste país...
    Um governo fez tantas compras para o setor militar! #oscoxinhaspiram

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  5. Quem era/é rancoroso com as FFAA não são os petistas, mas os tucanos ( FHC e de lambuja o Collor ) que sucatearam o que puderam o país, não apenas as forças, mas o serviço publico como um todo...

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    1. Não era rancor, foi um plano bem preciso que seguia o fanatismo ideológico neoliberal teorizado por Friedman, Hayek ... o Brasil deveria e deve se torna propriedade do mercado , das grandes corporações e dos poderes fortes da finança.

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  6. As turbinas dos SAAB Gripen NG serão fabricadas pela Volvo Flygmotor (divisão aeronáutica da Volvo), desenvolvidas a partir do modelo F414 da General Electric.

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  7. A FAB estava certa desde o início. O PT é que enrolou...(além do FHC, que odeia milicos)

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