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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Brasil comemora os cinquenta anos do primeiro voo da aeronave Bandeirante


São José dos Campos (SP), 26/10/2018 - “As condições meteorológicas do primeiro voo eram mais ou menos como as de hoje: céu nublado, visibilidade horizontal bastante grande e vertical limitada”. A explicação é do engenheiro e ex-ministro da Infraestrutura e das Comunicações Ozíres Silva, 87 anos.

Pioneiro da aviação aeronáutica brasileira, Ozíres viu seu sonho realizado, em 22 de outubro de 1968, quando alçava voo o primeiro avião 100% brasileiro, posteriormente produzido em série e vendido em todo o mundo, o C-95 Bandeirante.

Muito aplaudido por um público de funcionários da Embraer, militares, pioneiros aeronáuticos e veículos de comunicação, Ozires Silva fez um discurso emocionado, na cerimônia de comemoração pelos 50 anos do primeiro voo da aeronave Bandeirante, realizada, na manhã de sexta-feira (26), na Embraer, em São José dos Campos (SP).

“Não imaginei fazer qualquer pronunciamento e não falar com o coração, num momento tão emocionante de minha vida, de meus familiares e de todos que estão aqui. De cada um de vocês que acredita que o Brasil pode ser melhor”, disse o engenheiro.

À época do voo inaugural do Bandeirante, Ozíres Silva tinha 37 anos e era major-aviador da Força Aérea Brasileira (FAB).

“Foi um feito impressionante, afinal há 50 anos parecia impossível fabricar aviões num país em que nem se fabricava bicicleta, ressaltou o diretor da Embraer, Paulo Cesar de Sousa Silva. “Aquele primeiro voo foi o ponto de partida que impulsionou a fabricação de aviões em larga escala no Brasil, que deu origem a uma das maiores empresas mundiais de aviação, a nossa Embraer”, acrescentou.

Após 50 anos de sua fundação, a Embraer tornou-se uma das maiores empresas aeronáuticas do mundo. Segundo Paulo Cesar, a Embraer tem 18 mil empregados que trabalham em unidades industriais, escritórios e centros de distribuição de peças e serviços nas Américas, África, Ásia e Europa.

Há cinco décadas, quando mais da metade da população ainda vivia na zona rural, a aeronave Bandeirante tornou-se sinônimo do avanço tecnológico do Brasil.

Ousadia

“O nome Bandeirante, em homenagem aos pioneiros da conquista das fronteiras do Brasil, evidenciava a ousadia e os desafios necessários para executar um projeto tão inovador”, disse o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna.

A importância dos pioneiros que acreditaram e trabalharam para que nosso país construísse seus próprios aviões foi lembrado por Silva e Luna. “Além de metais e alta tecnologia, a aeronave também carregava consigo o trabalho árduo, o talento e o suor de cerca de 300 abnegados servidores liderados por Ozíres Silva, que acreditaram no sucesso daquele projeto”, destacou o ministro da Defesa.

O comandante da Força Aérea, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, lembrou que “o ambicioso e revolucionário intento foi o ponto de partida para a criação e desenvolvimento Embraer”. Ele acentuou que a iniciativa “mudou o rumo da aviação brasileira”.

“Reviver essa história nos completa de admiração e esperança da genialidade de Santos Dumont, Casimiro Montenegro, idealizador e fundador do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) e de muitos outros brasileiros, que construíram a Aeronáutica brasileira”, disse Rossato.

Aproveitando a ocasião, o brigadeiro Rossato comentou as boas expectativas da Aeronáutica após a certificação do KC-390 pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), novo avião cargueiro da Força.

“Hoje podemos constatar um futuro promissor para a Força Aérea, a certificação recente do KC-390, resultado de várias aeronaves que sucederam o Bandeirante, coloca a nação num patamar diferenciado”, destacou.

A demonstração aérea da aeronave Bandeirante e da Esquadrilha da Fumaça animou o público no encerramento da cerimônia. Num ato histórico e simbólico, o ministro Silva e Luna, o brigadeiro Rossato, o presidente da Embraer, Paulo Cesar, e Ozíres Silva realizaram o batismo do avião Bandeirante.

As comemorações dos 50 anos do primeiro voo da aeronave Bandeirante terminaram com a entrega, pelo comandante da FAB, de um estojo com uma moeda comemorativa da data ao pioneiro Ozíres Silva, ao ministro Silva e Luna, e ao presidente da Embraer, Paulo Cesar, entre outras autoridades.

Ministério da Defesa

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