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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Rússia anuncia novos mísseis após saída de tratado


Ministro da Defesa afirma que EUA já estão desenvolvendo novos mísseis terrestres e que Rússia é obrigada a responder. Decisão é anunciada após saída do Tratado INF, que proíbe as armas de alcance intermediário

Moscou planeja desenvolver antes de 2021 uma versão terrestre dos mísseis utilizados pela sua Marinha, depois da saída dos Estados Unidos e da Rússia do Tratado INF, sobre sistemas de mísseis terrestres de alcance intermediário.

O ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, anunciou nesta terça-feira (05/02) que o país desenvolverá em menos de dois anos a variante terrestre do míssil de cruzeiro Kalibr e um míssil hipersônico de médio alcance, em resposta à decisão dos Estados Unidos. Ele ordenou o início dos trabalhos.

Shoigu afirmou que os Estados Unidos já "trabalham ativamente" no desenvolvimento de um míssil terrestre de alcance superior a 500 km e, por isso, a Rússia precisa adotar medidas equivalentes.

Segundo ele, o sistema Kalibr, de mísseis de longo alcance, teve muito bom rendimento na Síria. A Rússia utilizou pela primeira vez os mísseis Kalibr em 2015, em operações contra jihadistas e rebeldes sírios. No total, 26 mísseis foram lançados a partir de um navio no Mar Cáspio, a 1.500 km da zona de impacto.

Esses mísseis, equivalentes aos Tomahawk, dos Estados Unidos, podem atingir boa parte da Europa. Shoigu destacou que o fato de eles já existirem em suas versões marítima e aérea reduzirá o prazo e o custo de fabricação dos mísseis terrestres.

O ministro propôs a fabricação de novos mísseis no sábado passado ao presidente Vladimir Putin, depois de este ter anunciado a saída de Moscou do Tratado INF, assinado pelos EUA e pela então União Soviética em 1987.

O Tratado INF se refere apenas a sistemas de mísseis terrestres e não àqueles lançados do ar ou do mar.

Com a suspensão do tratado, Estados Unidos e Rússia podem agora desenvolver mísseis com alcance entre 500 e 5.500 km e lançados a partir de bases terrestres, até então proibidos pelo acordo. Os dois países se acusam mutuamente de violá-lo.

Especialistas afirmam que o fim do tratado deve levar a uma nova corrida armamentista. Putin disse no sábado que não vai estacionar mísseis terrestres na Europa ou em outras regiões do mundo a não ser que os Estados Unidos façam o mesmo antes.

Em tese, o tratado ainda pode ser salvo, pois ele prevê que a saída seja comunicada com seis meses de antecedência, período pelo qual ele permanece em vigor. Mas especialistas duvidam que, até lá, Estados Unidos e Rússia se acertem.

Muitos especialistas também afirmam que os Estados Unidos não têm mais interesse no INF por ele não incluir a China, país que desenvolveu nos últimos anos sistemas de mísseis proibidos pelo acordo.

Deutsche Welle

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