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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Indígenas mantêm estradas bloqueadas e assumem protestos no Equador

Viaturas blindadas EE-11 URUTU Equatorianos que foram capturados e queimados

Indígenas protestam no Equador e interditam rodovias até Quito

Quinto dia de manifestações contra medidas de austeridade do governo já deixaram 477 presos, maioria por vandalismo e destruição de bens.

Manifestantes indígenas paralisaram estradas de todo o Equador e interditaram uma importante rodovia de acesso à capital nesta segunda-feira (7), o quinto dia de uma ação contra medidas de austeridade do governo que desencadearam os maiores tumultos em anos, o que resultou em 477 prisões.

A organização coletiva indígena Conaie disse que as manifestações continuarão até o presidente Lenín Moreno revogar a medida da semana passada que eliminou os subsídios dos combustíveis.

"Mais de 20 mil de nós estarão chegando a Quito para exigir que o governo revogue o decreto", disse o presidente da Conaie, Jaime Vargas, em uma coletiva de imprensa, afirmando que a mobilização coincidirá com uma greve nacional programada para a quarta-feira.

Moreno, de 66 anos, que abandonou as políticas de esquerda de seu antecessor e antigo mentor Rafael Correa, disse que não tolerará a desordem nem reverterá o aumento de preço dos combustíveis, que é parte de um pacote de reformas econômicas liberais.

A ministra do Interior, Paula Romo, disse à Rádio Quito que as detenções subiram para 477 desde quinta-feira, a maioria por vandalismo, incluindo a destruição de uma dúzia de ambulâncias.

Protestos seguem ativos

Movimentos de indígenas e trabalhadores voltaram a bloquear estradas nesta segunda-feira, das terras altas andinas até o litoral do Pacífico, com pedras, pneus e galhos em chamas. O acesso norte a Quito foi paralisado.

A polícia ergueu barricadas ao redor do palácio presidencial, interditando a área do centro enquanto Moreno presidia uma reunião do conselho de segurança para avaliar a crise.

O governo diz que duas dúzias de policiais foram feridos nos confrontos com manifestantes. Um homem morreu ao ser atingido por um carro e uma ambulância não conseguiu atravessar as barricadas para socorrê-lo.

Um estado de emergência está em vigor.

Thomson Reuters.

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