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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

ALA 2 realiza Cerimônia de Passagem de Comando


A Base Aérea de Anápolis (hoje denominada ALA 2) a mais importante do País, responsável pela defesa aérea de Brasília, tem um novo comandante. No dia 12 de Dezembro foi realizada a solenidade de troca de comando, quando o Coronel aviador Antonio Marcos Godoy Soares Mioni Rodrigues foi substituído pelo Coronel aviador Gustavo Pestana Garcez.


Coronel aviador Antonio Marcos Godoy Soares Mioni Rodrigues, agradeceu o apoio de todas as instituições de Anápolis enquanto comandou a ALA 2 “Gratidão”. Este é o meu sentimento, nesta hora, em que deixo o comando desta importante unidade militar. Agradeço a todos da família ALA 2 – antiga Base Aérea de Anápolis.



Coronel aviador Gustavo Pestana Garcez, que assume o comando com vasta experiência na carreira militar, disse que seu comando visa fortalecer ainda mais a importância da ALA 2 para o País. “Recebo com muito entusiasmo esta função e pronto para trabalhar, ainda mais, pela segurança do espaço aéreo brasileiro com o apoio de todos”, destacou o Coronel aviador Gustavo Pestana Garcez.



A cerimônia, presidida pelo Comandante de Preparo (COMPREP), Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral, e contou com a presença de autoridades civis e militares, além de familiares.


História.

A Base Aérea de Anápolis (hoje denominada ALA 2) começou a ser projetada no final da década de 60. Estudos realizados à época pelo Sistema de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Sisdacta), apontaram que o Município reunia condições necessárias – principalmente climáticas – para a implantação da unidade da aeronáutica. A construção do complexo aeronáutico começou em nove de fevereiro de 1972. Em março daquele ano, na França, era realizado o primeiro voo do Mirage com o cocar da Força Aérea Brasileira. No mês de maio, oito pilotos brasileiros foram para Dijon participar dos treinamentos visando adaptação às aeronaves recém-adquiridas e ficaram conhecidos como os “Dijon Boys”.

Com a vinda da Base Aérea, Anápolis foi elevada à condição de área de interesse da Segurança Nacional. E, de acordo com a legislação da época, não poderia eleger os seus mandatários políticos. Os prefeitos eram indicados. Com a redemocratização do País, os anapolinos reconquistaram o direito de eleger os seus representantes para o Executivo Municipal.

Em 27 de março de 1973, foi realizado em Anápolis o primeiro voo do supersônico F-103 Mirage, fato que oficialmente deu início às atividades da 1ª. Ala de Defesa Aérea (1ª. Alada). Mais tarde, ela foi transformada no 1º Grupo de Defesa Aérea (GDA), também denominado Grupo Jaguar. Este grupo tem como missão, executar operações de defesa aérea, como o propósito de impedir a utilização do espaço aéreo brasileiro para a prática de atos hostis contra seu território ou contrários aos interesses nacionais.

A partir de julho de 2002, a Base Aérea de Anápolis passou, também, a sediar o 2º/6º Grupo de Aviação, integrantes do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), com as modernas aeronaves R-99A e R-99B, equipadas com radares e equipamentos de sensoriamento remoto.

Desde o início de 2017, a Base Aérea de Anápolis (BAAN) mudou de denominação, passando a se chamar ALA 2. Essa mudança foi decorrente do processo de reestruturação organizacional da Força Aérea Brasileira. Com a Portaria nº 1.362/GC3, foi criado e ativado o Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea (3º GDAAE), “Grupo Defensor”, com a finalidade de ser empregado na Ação de Defesa Antiaérea, subordinado operacionalmente ao Núcleo da Brigada de Defesa Antiaérea (NuBDAAE) e administrativamente à Base Aérea de Anápolis (BAAN), agora ALA 2.

O Esquadrão Carcará (1º/6º GAV), sediado em Recife (PE), também foi transferido para Anápolis. A unidade tem 65 anos de existência, atuando em ações de reconhecimento aéreo e busca e salvamento em todas as regiões do Brasil. Operou as lendárias aeronaves B-17, as “Fortalezas Voadoras”, o RC-130 Hércules, R-95 Bandeirantes e, na atualidade, opera o R-35A/AM Learjet, realizando missões de reconhecimento por imagens e reconhecimento eletrônico.

1° Grupo de Transporte de Tropa (1° GTT) , transferido do Rio de Janeiro, o primeiro a operar o KC-390.

Alexandre Alves - Repórter Fotográfico
Site Assuntos Militares.

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