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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Dois foguetes caem perto da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá


Projéteis atingem Zona Verde, região que abriga missões diplomáticas na capital iraquiana, horas depois de Teerã lançar mísseis contra bases usadas pelos EUA no Iraque. Na ONU, EUA e Irã invocam direito à autodefesa.

Ao menos dois foguetes atingiram nesta quarta-feira (08/01) a chamada Zona Verde, região fortemente protegida de Bagdá, capital do Iraque, onde ficam vários edifícios governamentais e missões diplomáticas, entre elas a embaixada dos Estados Unidos.

Uma fonte do Ministério do Interior iraquiano, que pediu anonimato, confirmou à agência de notícias Efe a queda de dois projéteis provavelmente disparados por um sistema de lançadores múltiplos Katyusha. Um dos foguetes caiu a cerca de 100 metros da embaixada dos EUA. Até o momento não há, porém, relatos de vítimas ou danos materiais.

Este foi o terceiro ataque do tipo nos últimos cinco dias no centro de Bagdá, alvo de foguetes nos últimos sábado e domingo. Um dos que foram lançados no fim de semana deixou feridos cinco civis que estavam em uma casa perto da Zona Verde.

Os dois foguetes foram lançados cerca de 24 horas depois de Teerã lançar mísseis contra duas bases militares que abrigam tropas americanas no Iraque e horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, discursar na Casa Branca e anunciar novas sanções econômicas contra o Irã.

Trump sinalizou que não pretende aprofundar os confrontos militares com o Irã e disse que o país persa "parece estar baixando o tom, o que é uma coisa boa para todas as partes envolvidas e uma coisa muito boa para o mundo".

O presidente voltou a afirmar que não pretende deixar o Irã obter armas nucleares, e advertiu o regime de Teerã a não lançar mais operações militares nem patrocinar ações terroristas na região, mas não fez nenhuma ameaça direta de uso da força militar para punir os iranianos pelo ataque contra as bases iraquianas usadas por forças americanas.

No fim de semana anterior, o presidente chegou a afirmar que poderia bombardear 52 alvos no Irã, incluindo bens culturais, caso Teerã respondesse militarmente à operação americana que matou o general iraniano Qassim Soleimani.

Na ONU, EUA e Irã argumentam autodefesa

A embaixadora dos EUA na ONU, Kelly Craft, afirmou nesta quarta-feira numa carta enviada ao Conselho de Segurança da ONU que Washington agiu em autodefesa ao matar o general Soleimani.

Craft citou o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que descreve "o direito inerente à autodefesa individual ou coletiva se ocorrer um ataque armado contra um membro das Nações Unidas".

Craft afirmou que os EUA estavam agindo "em resposta a uma série crescente de ataques armados nos últimos meses pelo Irã e milícias apoiadas por Teerã contra forças e interesses dos EUA no Oriente Médio".

A diplomata, porém, também sublinhou que os EUA também estão "prontos para se engajar sem condições prévias em negociações sérias com o Irã, com o objetivo de evitar mais ameaças à paz e à segurança internacional ou uma escalada provocada pelo regime iraniano".

O embaixador do Irã na ONU, Majid Takht-Ravanchi, também enviou uma carta ao Conselho de Segurança da ONU invocando o direito do país à autodefesa. O Irã deu "uma resposta militar ponderada e proporcional" à presença dos EUA no Iraque e à morte de Soleimani, afirmou.

"A operação foi precisa e direcionada contra alvos militares, não deixando, portanto, qualquer dano colateral a bens civis na área", adicionou Ravanchi. "O Irã declara que está determinado a continuar vigorosamente defendendo sua população, soberania, unidade e integridade territorial contra qualquer agressão."

Após o discurso de Trump, Ravanchi afirmou que os apelos de Washington por cooperação foram "inacreditáveis" à luz das sanções dos EUA contra Teerã. Ele também disse que os EUA haviam "iniciado uma nova série de escalada [das tensões] e animosidade com o Irã" após a morte de Soleimani.

Deutsche Welle

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