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domingo, 5 de janeiro de 2020

OTAN suspende atividades de treinamento no Iraque


Decisão ocorre na esteira da morte de general iraniano em ataque americano, que levantou temor de represálias. "Segurança do nosso pessoal é primordial”, diz porta-voz da aliança.

A Otan decidiu suspender temporariamente as atividades de treinamento para o exército e as forças de segurança iraquianas. A decisão ocorre na sequência da operação americana que matou o general Qassim Soleimani, comandante da Força Quds, unidade especial dos Guardiões da Revolução Islâmica, do Irã, nos arredores de Bagdá.

A missão, que havia sido implementada a partir de 2018, conta com centenas de soldados de países-membros da Otan e é responsável pelo treinamento de forças iraquianas para combater o grupo Estado Islâmico.

Neste sábado (04/01), o porta-voz da Otan Dylan White destacou que a suspensão temporária do treinamento não significa o fim da missão. "A missão da Otan continua, mas as atividades de treino estão temporariamente suspensas", declarou White, que disse ainda não haver prazo para a retomada.

O porta-voz da Otan também disse que o secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, e o secretário de defesa dos EUA, Mark Esper, conversaram por telefone depois dos últimos acontecimentos.

"A Otan está acompanhando de muito perto a situação na região. Permanecemos em contato próximo e regular com as autoridades americanas", destacou White, observando que a "segurança do pessoal aliado é primordial” e que todas as precauções necessárias continuam sendo tomadas.

Ainda segundo o porta-voz, a missão de treinamento no Iraque é composta por várias centenas de pessoas e, a pedido do governo local, está ajudando a fortalecer as forças iraquianas e a impedir o regresso do Estado Islâmico.

Por temor de represálias, a coalizão internacional antijihadista liderada pelos EUA também reduziu suas operações no país e reforçou a segurança de suas bases no Iraque, segundo uma autoridade americana em Bagdá. Depois do ataque que resultou na morte do general iraniano, os EUA também anunciaram o envio de mais 3.500 soldados à região.

Deutsche Welle

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