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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

HMS Queen Elizabeth recebe a bordo jatos americanos e do Reino Unido para grande exercício


Enquanto se prepara para participar de um Carrier Strike Group (Grupo de Ataque nucleado em navio-Aeródromo) da OTAN, liderado pelo Reino Unido, o HMS Queen Elizabeth embarcou o maior número de aeronaves de combate que já estiveram em seu convés.



Dois esquadrões de caças furtivos F-35B Esquadrão 617 (The Dambusters) da RAF e Esquadrão VMFA-211 (The Avengers of Wake Island) do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA juntaram-se ao navio de 65.000t quando ele saiu para realizar exercício com aliados, no Mar do Norte.


Com um total de 14 jatos e oito helicópteros Merlin, essa foi a maior concentração de aeronaves de combate a operar no mar a partir de um NAe da Royal Navy desde 1983 (no HMS Hermes), e o maior grupo de caças de quinta geração no mar em qualquer parte do mundo.



No exercício em questão, o HMS Queen Elizabeth será acompapnhado por sete contratorpedeiros, fragatas e navios auxiliares da Royal Navy, além de outras unidades de apoio, para formar um Carrier Strike Group nacional, pronto a combater na superfície e no ar.


O Carrier Strike Group será engajado ao largo do litoral nordeste da Escócia como parte do Joint Warrier, o maior exercício anual da OTAN.

"O renascimento marítimo do Reino Unido vem se desenvolvendo ao longo de muitos anos, à medida que introduzimos em serviço uma nova geração de navios, submarinos e aeronaves. Mas essa é a primeira vez que os juntamos todos, numa força de combate coesa e poderosa; O HMS Queen Elizabeth operará com o maior grupo aéreo de caças de quinta geração existente em qualquer lugar do mundo. Liderado pela Royal Navy e apoiado por nossos aliados mais próximos, esse novo Carrier Strike Group introduz novos músculos na OTAN e envia um sinal claro de que o Reino Unido leva a sério seu papel mundial". (Comodoro Steve Moorhouse, Comandante do Rarrier Strike Group do Reino Unido).

"Esses são tempos bastante importantes para o Esquadrão 617, pois estamos iniciando uma nova era de parceria com o U. S. Marine Corps, em preparação ao desdobramento operacional do próximo ano, com o HMS Queen Elizabeth. Para visualizar o Reino Unido operando uma força dessa escala e complexidade você teria que recuar mais de três décadas, e essa é a primeira vez que adquirimos a capacidade de operar aeronaves de quinta geração embarcadas. A era das operações de NAe velozes e de grande porte está de volta". (Mark Sparrow, Comandante do Esquadrão 617).

Normalmente baseado na Base Aérea do Corpo de Fuzileiros de Yuma, no Arizona, o VMFA-211 chegou no Reino Unido há apenas duas semanas. Após o voo transatlântico, a unidade pousou na Base Aérea da RAF em Marham, a "casa" da Lightning Force, e em seguida trabalhou em conjunto com o Esquadrão 617 na realização do Exercício Point Blank, liderado pela RAF, antes de embarcar no NAe.

Seu oficial comandante, Tenente-Coronel Joseph Freshour, declarou: "Os Wake island Avengers estão prontos em todos os aspectos para trabalhar com marinheiros e tripulações aéreas britânicos a bordo do HMS Queen Elizabeth. Estamos ansiosos para realizar o desdobramento ao lado de nossos companheiros britânicos ao longo dos próximos meses, e trabalharemos sem descanso como parte dessa força naval transatlântica. Estamos orgulhosos de cumprir uma tarefa tão importante na geração da capacidade de ataque do navio-aeródromo de um aliado".

O Comandante James Blackmore, Comandante da Ala Aérea do NAe britânico, acrescentou: "Vamos aprender muito sobre a operação do F-35B no mar com os Fuzileiros americanos, pois eles possuem o avião há mais tempo e podemos trocar idéias e procedimentos. Mas há muito mais que isso: essa é a primeira aliança transatlântica em ação, demonstrando que dois aliados próximos podem não só voar a partir de seus navios-aeródromo, mas também combater lado a lado se houver necessidade. Esse nível de integração oferece uma flexibilidade definitiva em tempos de crise, conflito ou guerra".

O HMS Queen Elizabeth, juntamente com seus 1.680 marinheiros, aviadores e fuzileiros, tem retorno previsto para seu porto-sede (Portsmouth) no mês que vem.

Fonte: Naval News.
Tradução Mário Roberto Vaz Carneiro.

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