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domingo, 8 de novembro de 2020

73 ANOS DO ESQUADRÃO ORUNGAN

Esquadrão Orungan, um dos principais Esquadrões de Patrulha Marítima da FAB, comemorou dia 08 de novembro de 2020 seu 73º aniversário e seu terceiro ano na Ala 12 - Base Aérea de Santa Cruz, localizada no Rio de Janeiro (RJ)

O 1°/7° GAV, Esquadrão Orungan emprega as aeronaves P-3AM Orion e RQ-1150 Heron.


A Unidade Aérea realiza ações de Patrulha Marítima, Antissubmarino, Inteligência Operacional, Reconhecimento Aéreo, Controle Aéreo Avançado, Posto de Comunicações no Ar e Busca e Salvamento.


1º/7º GAV - Esquadrão Orungan

Através do Decreto nº 22.802 e seguindo a nova organização da Força Aérea Brasileira, no dia 24 de março de 1947 foi criado o Sétimo Grupo de Aviação (7º GAv), sediado em Salvador, na Bahia. No dia 08 de novembro do mesmo ano, foi criado o Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAv), conhecido como Esquadrão Orungan.

O nome Orungan vem da cultura africana: Orungan é filho de Aganju (a terra firme) e Yemanjá (a água), sendo o último dos personagens míticos da árvore genealógica das divindades africanas, representando o ar.

AERONAVES

O 1º/7º GAv operou inicialmente aeronaves Lockheed PV-1 Ventura e PV-2 Harpoon, recebendo em seguida os North American B-25J Mitchell. No dia 30 de dezembro de 1958, chegaram treze aviões Lockheed P-15 Netuno para formar o Grupo Anti-Submarino, iniciando suas operações em 1959 e voando até o dia 03 de setembro de 1976., no dia 10 de abril de 1978, pousou na Base Aérea de Salvador o primeiro Embraer EMB-111 Bandeirante Patrulha, designado P-95 na Força Aérea Brasileira.

Alguns anos depois, os P-95 do Orungan foram modificados para a versão P-95A, operando posteriormente os modelos P-95B, mais modernos.

No dia 30 de setembro de 2011, o Esquadrão Orungan começou a receber os quadrimotores Lockheed / CASA P-3AM Orion, anteriormente utilizados pela US NAVY e modernizados na Espanha. Com capacidade de vigilância marítima de longo alcance e grande autonomia, o Orion é capaz de atuar em missões com duração de até 16 horas, monitorando alvos de superfície com seus modernos sensores eletrônicos embarcados, além de possuir capacidade de guerra antissubmarino (ASW). Os P-3AM podem ser armados com mísseis Boeing AGM-84 Harpoon, capazes de atingir alvos marítimos além do alcance visual.

Além de vetor estratégico para proteção costeira e marítima do país, os P-3AM tem um papel determinante nas missões de busca e salvamento no Atlântico Sul, onde o Brasil é responsável pelas missões SAR numa área com mais de seis milhões de quilômetros quadrados. Com a entrada em serviço dos P-3AM Orion no Esquadrão Orungan, os P-95B foram repassados para as outras Unidades de Patrulha.

O mês de agosto de 2020 marca a história da Aviação de Patrulha na Força Aérea Brasileira (FAB): o Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAV) – Esquadrão Orungan, com sede na Ala 12, incorporou o Sistema de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) - Heron I. As modernas ARP’s, fabricadas pela Israel Aerospace Industries – IAI, denominadas na Força Aérea Brasileira como RQ-1150, são usadas por cerca de 20 países ao redor do mundo para dinamizar as operações de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento.

A Polícia Federal do Brasil e o Comando da Aeronáutica (COMAER) firmaram um acordo de operação compartilhada de duas unidades do Heron I, proporcionando o aumento da capacidade operacional mútua. Para isso, foi publicada, em agosto de 2018, a DCA 11-114 – Diretriz de planejamento para a operação conjunta do Sistema ARP Heron, em proveito da Força Aérea Brasileira e da Polícia Federal.

Ainda nesse sentido, o Comando de Preparo (COMPREP) publicou, em 17 de outubro de 2018, a Portaria Nº 169/SCAD-30 criando o Grupo de Trabalho Sierra – GT Sierra, designando os militares responsáveis pela implantação e desenvolvimento da doutrina de operação desse vetor na Ala 12. Em novembro de 2019, ocorreu o primeiro voo da aeronave envergando a matricula da Força Aérea Brasileira - FAB 7820. A decolagem foi realizada a partir do aeródromo de Santa Cruz (SBSC), totalizando 40 minutos de voo.

DA PÁTRIA!
OS OLHOS NO MAR!
PATRULHA!

Ricardo Pereira
Jornalista e Fotógrafo
Site: Assuntos Militares

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