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domingo, 6 de dezembro de 2020

Marinha do Brasil adquire novas viaturas para o Corpo de Fuzileiros Navais

A Marinha do Brasil (MB) formalizou, no dia 24 de novembro, a compra de 90 caminhões UNIMOG 5000, junto à empresa alemã Daimler Truck AG. Os veículos “no estado da arte” militar são apropriados a operações em qualquer terreno e indicados, especialmente, para as operações anfíbias realizadas por tropas do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN). Os lotes anuais de viaturas pesadas UNIMOG 5000, incluindo veículos de transporte de tropas e material, cisternas de água e combustível, frigoríficas e basculantes, serão recebidos de 2021 a 2027.


Essa aquisição, que representará considerável ampliação do poder de combate do CFN, sucede-se a outro contrato recentemente celebrado entre a MB e o governo dos Estados Unidos, para a obtenção de um sistema composto por 12 Viaturas Blindadas Leves Sobre Rodas 4x4 “Joint Light Tactical Vehicle” (JLTV), com entregas previstas a partir de 2022.

A Viatura Blindada Leve JLTV é um projeto de última geração das Forças Armadas dos EUA, que incorpora elevados ganhos tecnológicos, em atendimento às demandas operativas da atualidade. A blindagem, aliada à mobilidade, ao poder de fogo e às potencialidades de comando e controle dessas viaturas, possibilitará a ampliação da capacidade dos Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais em conduzir Operações Anfíbias, Operações de Garantia da Lei e da Ordem, Missões de Paz e outras variadas ações dentro do amplo espectro das operações militares.

Os contratos preveem, ainda, o estabelecimento de estruturas de manutenção, com sobressalentes, equipamentos, ferramentas e cursos necessários. A obtenção dessas novas viaturas ocorre no âmbito do PROADSUMUS, o Subprograma de Meios de Fuzileiros Navais componente do Programa Estratégico da Marinha “Construção do Núcleo do Poder Naval”.

O Subprograma PROADSUMUS foi criado para consolidar e ampliar as capacidades operativas do CFN, garantindo-lhe atuar como a Força Naval de caráter anfíbio e expedicionário, por excelência, contribuindo para as demais tarefas do Poder Naval brasileiro. A obtenção desses meios de última geração, na fronteira da tecnologia militar, assegura um elevado grau de versatilidade e flexibilidade ao CFN, ampliando sua prontidão operacional e sua capacidade de projeção de poder em áreas de interesse estratégico nacional.

Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais.

5 comentários:

  1. Olá.
    Só não entendo porque o Brasil, com o knowhow que tem, faz essas compras lá fora. Por que não faz o pedido conjunto entre a AVIBRÁS e a Mercedes Benz do Brasil, para o desenvolvimento desse produto.
    É por isso que as coisas no Brasil se tornam estranhas.

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    Respostas
    1. Olha, não é segredo pra ninguém, que os "loobies" contrário ao desenvolvimento da indústria bélica nacional leva a isso! Porque as FNM, Gurgel, ENGESA e outras menos conhecidas foram para o espaço? Enquanto tivermos gente nas altas esferas se dizendo "nacionalistas", "patriotas" mas dando preferência aos produtos estrangeiros, isso continuará ocorrendo! Lembram-se da história do jeans? Brasil exportando brim "santista" a preço de banana para o exterior e comprando calça Lewis, Lee, a preço exorbitante, fabricadas com... brim santista... Era só conferir na auréola que lá estava a marca Santista! É a mesma coisa... Só que aço não tem auréola...

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    2. Outros motivos:

      _ Para recriar a roda temos que ter vontade política e investimentos,principalmente governamental,se for produto militar;
      _ Criação de todo ferramental e logística, inclusive pós-vendas, isso requer know-how. Experiência que perdemos com o fim de Engesa, Bernardini, Moto-peças e por aí vai...;
      _ Cadeia de vendas, carteira de clientes, workshop de apresentações dos produtos. Creio que só a Avibrás tem essa expetise atualmente, em se tratando do setor terrestre de defesa, evidentemente;
      _ E o mais importante....ESCALA DE PRODUÇÃO! Sem isso qualquer projeto nasce morto!
      Minha opinião, lógico......abs!

      Obs: Aproveitando e não esquecendo.Temos um exemplo interessante de parceria no caso dos Guarani's.

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    3. A produção de poucas viaturas não justifica o investimento em maquinário e uma planta fabril.O Brasil não é um grande comprador de armamentos e equipamentos de defesa. A maioria das empresas que tentam se aventurar por aqui nesse segmento, fecham as portas com pouco tempo de operação.

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  2. Uma outra questão é sobre a "falida" ENGESA.
    Tal qual a GURGEL, deixaram ela escorrer pelo ralo. Disseram que foi feito empréstimo de ajuda a ela, mas empréstimo igual ao de judeu. Acabou por falir e o governo federal não se aproveitou dela.
    Outra coisa estranha.

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