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sábado, 6 de fevereiro de 2021

Operação “Southern Cross” - Comandante do USCGC Stone (WMSL-758) fala sobre a missão multilateral de combate à pesca ilegal no Brasil

Ricardo Pereira Azevedo
Jornalista e Fotografo

Editor-Chefe Site Assuntos Militares


O recém-construído navio da Guarda Costeira dos Estados Unidos, o USCGC Stone, partiu de Pascagoula, no estado americano do Mississippi, no dia 22 de dezembro do ano passado, iniciando sua primeira comissão, a Operation “Southern Cross” (Operação “Cruzeiro do Sul”), cujo objetivo é combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU, na sigla em inglês) no Atlântico Sul, estreitando, assim, as relações entre nações para cooperação e segurança marítima na região.


O navio entrou em águas brasileiras no dia 11 de janeiro, e sua tripulação conduziu uma série de treinamentos junto com a Marinha do Brasil nos dias 18 e 19, na área do Rio de Janeiro.

A pesca ilegal é uma das ameaças à segurança marítima e estima-se que seja responsável pela perda anual de dezenas de bilhões de dólares. Ao depreciar acordos internacionais e medidas de conservação da pesca, essa atividade ilegal prejudica a segurança alimentar global, desestabiliza a segurança econômica de Estados costeiros e viola a soberania nacional.


Assuntos Militares -
O USCGS Stone é novo em folha, e acreditamos que essa seja a primeira vez que um navio recém-incorporado tenha sido enviado para executar esse tipo de missão. Há alguma razão especial para isso?

Capt. Adam Morrison USCGC Stone -
A Operação “Southern Cross” (“Cruzeiro do Sul”) da U. S. Coast Guard é parte dos esforços do governo americano para construir parcerias regionais de segurança marítima e para se contrapor à pesca ilegal, não reportada e não regulamentada (Illegal, Unreported and Unregulated – IUU) no Atlântico Sul. Com base nas demandas mundiais por nossos navios e na importância que damos ao relacionamento com nossos parceiros na América do Sul, o Stone foi escolhido para representar os Estados Unidos. Em paralelo, essa é a primeira viagem do Stone — uma oportunidade para a tripulação treinar e se tornar familiar como navio, à medida que o colocam em uso pleno.


Assuntos Militares -
Exatamente do que constou essa interação com a Marinha do Brasil?

Capt. Adam Morrison USCGC Stone -
No Brasil, conduzimos encontros e treinamento em procedimentos de comunicações e de cumprimento da lei no Complexo Naval do Mocanguê, no Rio de Janeiro. No mar, o Stone trabalhou com o Navio-Patrulha Guaíba e com o Navio-Patrulha Oceânico Amazonas, patrulhando e praticando manobras em conjunto. Esse esforço nos permitiu compartilhar os melhores procedimentos, incluindo os de busca e salvamento e os de cumprimento da lei.


Assuntos Militares -
Finalizada a fase brasileira da operação, quais os planos para o Stone?

Capt. Adam Morrison USCGC Stone -
Temos compromissos com nossos parceiros no Uruguai e na Argentina, antes de retornarmos para o Norte.


Assuntos Militares -
Devido ao tamanho, armamento e sensores, o USCGS Stone tem poder de combate superior à maioria dos Navios-Patrulha Oceânicos e pode até mesmo ser comparado a uma corveta. Gostaríamos de saber se, em adição ao combate à pesca ilegal, se o navio pode atuar em outras atividades, como combate à poluição e manutenção de boias.

Capt. Adam Morrison USCGC Stone -
O Stone é o nono National Security Cutter (NSC). Os NSC são os maiores e tecnologicamente mais avançados cutters da Guarda Costeira; eles substituem os antigos High-Endurance Cutters, de 378 pés de comprimento, que têm estado em serviço desde os anos 1960. Comparado aos antigos cutters, o projeto do NSC permite melhores qualidades marinheiras e maior velocidade sustentada de trânsito, maior autonomia e alcance, e capacidade de lançar e recolher pequenos botas pela popa, além de dispor de instalações para apoio a helicópteros (inclusive um convés de voo) e Aeronaves Remotamente Pilotadas.

Para enfrentamento de atividades ilícitas, com base em tecnologia, estamos bem posicionados. Mesmo assim, a tecnologia não substitui as pessoas. A tripulação, embora nova a bordo, encarou esse desafio. Todo o pessoal está ansioso para conduzir nossas missões regulamentares. Embora o Stone possa servir como plataforma de comando em operações complexas e coordenadas, seu projeto não inclui a capacidade de quebra-gelos, manutenção de auxílios à navegação e resposta à poluição e recuperação. Para essas missões, dispomos de quebra-gelos e navios-balizadores.

Agradecimento especial a Assessoria de imprensa do Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro.

Fotos: Defense Visual Information Distribution Service (DVIDS)

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