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domingo, 21 de novembro de 2021

Inteligência estratégica e poder de fogo são testados no maior exercício militar do ano no Brasil

A terceira fase do Exercício Conjunto Meridiano, denominada de Ibagé, começou no último dia 5 de novembro na área do Comando Militar do Sul e segue até o próximo dia 14 de novembro. A primeira fase, denominada Meridiano Poti, foi conduzida pela Aeronáutica. A segunda fase, Meridiano-Dragão, está sob a coordenação da Marinha do Brasil.


No Comando Militar do Sul, o exercício Ibagé ocorre numa área de mais de 30mil km2 de área abrangendo os municípios de Santa Maria, Rosário do Sul, São Gabriel, Cacequi, Caçapava do Sul, Bagé e Sant’Ana do Livramento. Coordenado pelo Ministério da Defesa, o exercício conta com 5 mil militares, 1 mil viaturas, aviões e helicópteros. A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Marinha do Brasil prestam apoio à operação.


Cada passo dado no terreno é acompanhado pelos Batalhões de Comunicações do Exército e as informações enviadas em tempo real para o Centro de Coordenação de Operações (CCOp), no Quartel General do Comando Militar do Sul.

“Tudo o que acontece nessa área temos condições de coordenar e controlar do CCOP em função dos diversos meios de comando e controle que estão desdobrados no terreno”, explica o Coronel Vladimir Gustavo Maia, chefe do CCOp/CMS.


O objetivo da Operação Meridiano Ibagé é desenvolver a sinergia entre as Forças Armadas nos diversos níveis de Comando e é voltada ao processo de tomada de decisões com o adestramento dos Estados-Maiores, desde o nível Unidade até o Grande Comando, todos desdobrados no terreno.

Meridiano Ibagé

A Operação Meridiano Ibagé consiste no confronto entre duas Divisões de Exército, desdobrando meios de comando e controle, em uma manobra de movimento. O treinamento também proporciona a inserção de ações críticas conjuntas e singulares, como ataque ar-solo de aeronaves da Força Aérea Brasileira, assalto aeroterrestre e aeromóvel pela Aviação do Exército, operações especiais e de informação, tudo em um mesmo contexto tático.

No Campo de Instrução Barão de São Borja (Saicã), próximo ao município de Cacequi, houve ataque aéreo com caças da FAB, transposição de curso d`água e defesa antiaérea protegendo as estruturas montadas pela tropa, como pontes, equipamentos e área de apoio logístico.

Na transposição de curso d’água, a bordo de embarcações, militares da Engenharia de Combate, montaram uma ponte sobre o Rio Santa Maria. Com 124 metros de comprimento, a ponte Ribbon foi usada pela primeira vez nesse tipo de adestramento. Para o comandante Militar do Sul, General Valério Stumpf Trindade, o ataque coordenado com a transposição de curso d’água demonstra a capacidade profissional da tropa.


“Vimos a montagem rápida de pontes, o emprego de portadas e o deslocamento da nossa tropa cruzando curso de água, um obstáculo de grande porte. Isso demonstra a capacidade operacional do CMS e nos dá muito orgulho profissional”, avalia.

Força Tarefa Blindada

Na região de Rosário do Sul, a Força Tarefa Blindada foi empregada após um ataque aéreo por caças, seguido de apoio de fogo da Aviação do Exército e da Artilharia de Campanha (com o Obuseiro M-109). A Defesa Antiaérea empregou o blindado Gepard, protegendo a tropa do ataque inimigo. Os blindados Leopard da Cavalaria e as viaturas Guarani destruíram os meios do Exército oponente. E os Astros 2020 neutralizaram o contra-ataque por meio do lançamento de foguetes.

Em outra parte do terreno, os militares do Batalhão de Ação de Comandos investiram em ações críticas, infiltram-se no campo oponente e, na simulação, destruíram uma antena de radar, neutralizando meios inimigos e permitindo o avanço da tropa blindada.

Infiltração Aeroterrestre e Aeromóvel

O aprestamento da Força Tarefa Velame, composta por militares do 27º Batalhão de Infantaria Pára-quedista do Exército e do Destacamento de Comandos Anfíbios da Marinha do Brasil, ocorreu no hangar do 5º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação da ALA-4 em Santa Maria.

A bordo de aeronaves da FAB, os paraquedistas da Marinha saltaram na região de central do estado, enquanto os do Exército realizaram o Assalto Aeroterrestre no Aeroporto de Bagé, mais ao sul. Após a infiltração, a tropa progrediu no terreno para a conquista simulada da cidade.

Em outro ponto do campo de instrução, a 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) fez infiltração com helicópteros da Aviação do Exército para ocupar um dos objetivos estratégicos da Divisão de Exército em território inimigo. Os militares da Força-Tarefa, ocuparam uma cabeça de ponte, posição provisória em território oponente, possibilitando o avanço da tropa blindada.

CA-Sul

No Centro de Adestramento Sul (CA-Sul), em Santa Maria, caças simularam um ataque aéreo. Coube ao 3º Grupo de Artilharia Antiaérea realizar a defesa de uma posição na região, mobilizando uma Turma de Radar e o Centro de Operações Antiaéreas. Após o ataque da força inimiga, e com a suspeita de lançamento de agentes químicos, o 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear realizou a descontaminação das instalações e dos veículos que se encontravam na região do ataque.

O Ministro da Defesa, General Walter Braga Netto, acompanhou a operação. Ao lado do Comandante do Exército, General de Exército Paulo Sérgio, e do Comandante Militar do Sul, General de Exército Valério Stumpf, o ministro visitou ainda os Postos de Comando da 6ª Divisão de Exército e da 3ª Divisão de Exército, com a finalidade de acompanhar a manobra e verificar toda a estrutura de comando e controle do Grande Comando Operacional. O General Braga Netto enfatizou a magnitude dos treinamentos conjuntos, ressaltando que a atividade “é uma excelente oportunidade das Forças Armadas brasileiras trabalharem de forma integrada”.


A Operação Meridiano-Ibagé contou ainda com a presença em campo do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, General de Exército Laerte Souza Santos, e do Chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, Almirante de Esquadra Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar, além de Oficiais Generais do Alto Comando.

“Estou aqui, praticamente com mais da metade do Alto Comando do Exército, prestigiando essa operação que encerra o ano do adestramento do Ministério da Defesa”, finaliza o Comandante do Exército.

Comando Militar do Sul

A terceira fase do Exercício Conjunto Meridiano, denominada de Ibagé, começou no último dia 5 de novembro na área do Comando Militar do Sul e segue até o próximo dia 14 de novembro. A primeira fase, denominada Meridiano Poti, foi conduzida pela Aeronáutica. A segunda fase, Meridiano-Dragão, está sob a coordenação da Marinha do Brasil.

No Comando Militar do Sul, o exercício Ibagé ocorre numa área de mais de 30mil km2 de área abrangendo os municípios de Santa Maria, Rosário do Sul, São Gabriel, Cacequi, Caçapava do Sul, Bagé e Sant’Ana do Livramento. Coordenado pelo Ministério da Defesa, o exercício conta com 5 mil militares, 1 mil viaturas, aviões e helicópteros. A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Marinha do Brasil prestam apoio à operação.

Cada passo dado no terreno é acompanhado pelos Batalhões de Comunicações do Exército e as informações enviadas em tempo real para o Centro de Coordenação de Operações (CCOp), no Quartel General do Comando Militar do Sul.

“Tudo o que acontece nessa área temos condições de coordenar e controlar do CCOP em função dos diversos meios de comando e controle que estão desdobrados no terreno”, explica o Coronel Vladimir Gustavo Maia, chefe do CCOp/CMS.

O objetivo da Operação Meridiano Ibagé é desenvolver a sinergia entre as Forças Armadas nos diversos níveis de Comando e é voltada ao processo de tomada de decisões com o adestramento dos Estados-Maiores, desde o nível Unidade até o Grande Comando, todos desdobrados no terreno.

Meridiano Ibagé

A Operação Meridiano Ibagé consiste no confronto entre duas Divisões de Exército, desdobrando meios de comando e controle, em uma manobra de movimento. O treinamento também proporciona a inserção de ações críticas conjuntas e singulares, como ataque ar-solo de aeronaves da Força Aérea Brasileira, assalto aeroterrestre e aeromóvel pela Aviação do Exército, operações especiais e de informação, tudo em um mesmo contexto tático.

No Campo de Instrução Barão de São Borja (Saicã), próximo ao município de Cacequi, houve ataque aéreo com caças da FAB, transposição de curso d`água e defesa antiaérea protegendo as estruturas montadas pela tropa, como pontes, equipamentos e área de apoio logístico.


Na transposição de curso d’água, a bordo de embarcações, militares da Engenharia de Combate, montaram uma ponte sobre o Rio Santa Maria. Com 124 metros de comprimento, a ponte Ribbon foi usada pela primeira vez nesse tipo de adestramento. Para o comandante Militar do Sul, General Valério Stumpf Trindade, o ataque coordenado com a transposição de curso d’água demonstra a capacidade profissional da tropa.


“Vimos a montagem rápida de pontes, o emprego de portadas e o deslocamento da nossa tropa cruzando curso de água, um obstáculo de grande porte. Isso demonstra a capacidade operacional do CMS e nos dá muito orgulho profissional”, avalia.
Força Tarefa Blindada

Na região de Rosário do Sul, a Força Tarefa Blindada foi empregada após um ataque aéreo por caças, seguido de apoio de fogo da Aviação do Exército e da Artilharia de Campanha (com o Obuseiro M-109). A Defesa Antiaérea empregou o blindado Gepard, protegendo a tropa do ataque inimigo. Os blindados Leopard da Cavalaria e as viaturas Guarani destruíram os meios do Exército oponente. E os Astros 2020 neutralizaram o contra-ataque por meio do lançamento de foguetes

Em outra parte do terreno, os militares do Batalhão de Ação de Comandos investiram em ações críticas, infiltram-se no campo oponente e, na simulação, destruíram uma antena de radar, neutralizando meios inimigos e permitindo o avanço da tropa blindada.


Infiltração Aeroterrestre e Aeromóvel


O aprestamento da Força Tarefa Velame, composta por militares do 27º Batalhão de Infantaria Pára-quedista do Exército e do Destacamento de Comandos Anfíbios da Marinha do Brasil, ocorreu no hangar do 5º Esquadrão do 8º Grupo de Aviação da ALA-4 em Santa Maria.

A bordo de aeronaves da FAB, os paraquedistas da Marinha saltaram na região de central do estado, enquanto os do Exército realizaram o Assalto Aeroterrestre no Aeroporto de Bagé, mais ao sul. Após a infiltração, a tropa progrediu no terreno para a conquista simulada da cidade.


Em outro ponto do campo de instrução, a 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) fez infiltração com helicópteros da Aviação do Exército para ocupar um dos objetivos estratégicos da Divisão de Exército em território inimigo. Os militares da Força-Tarefa, ocuparam uma cabeça de ponte, posição provisória em território oponente, possibilitando o avanço da tropa blindada.
CA-Sul

No Centro de Adestramento Sul (CA-Sul), em Santa Maria, caças simularam um ataque aéreo. Coube ao 3º Grupo de Artilharia Antiaérea realizar a defesa de uma posição na região, mobilizando uma Turma de Radar e o Centro de Operações Antiaéreas. Após o ataque da força inimiga, e com a suspeita de lançamento de agentes químicos, o 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear realizou a descontaminação das instalações e dos veículos que se encontravam na região do ataque.


O Ministro da Defesa, General Walter Braga Netto, acompanhou a operação. Ao lado do Comandante do Exército, General de Exército Paulo Sérgio, e do Comandante Militar do Sul, General de Exército Valério Stumpf, o ministro visitou ainda os Postos de Comando da 6ª Divisão de Exército e da 3ª Divisão de Exército, com a finalidade de acompanhar a manobra e verificar toda a estrutura de comando e controle do Grande Comando Operacional. O General Braga Netto enfatizou a magnitude dos treinamentos conjuntos, ressaltando que a atividade “é uma excelente oportunidade das Forças Armadas brasileiras trabalharem de forma integrada”.


A Operação Meridiano-Ibagé contou ainda com a presença em campo do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, General de Exército Laerte Souza Santos, e do Chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, Almirante de Esquadra Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar, além de Oficiais Generais do Alto Comando.


“Estou aqui, praticamente com mais da metade do Alto Comando do Exército, prestigiando essa operação que encerra o ano do adestramento do Ministério da Defesa”, finaliza o Comandante do Exército.


Comando Militar do Sul

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