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29 de novembro de 2023

Exercício Escudo-Tínia encerra com cerca de 500 horas de voo

Mais de 1200 militares atuaram nas missões COMAO, com um forte diferencial: o adestramento em operações multidomínios

Caça, Inteligência, Vigilância e Reconhecimento, Asas Rotativas e de Transporte. As atividades das mais de 30 aeronaves das diferentes aviações empregadas no Exercício Conjunto Escudo-Tínia 2023 chegaram ao fim nessa sexta-feira (17/11). Com perfis distintos e doutrinas específicas, mas atuando de forma coordenada e em apoio mútuo, os vetores somaram mais de 500 horas de voo no treinamento, como foco em missões COMAO.


Tendo como objetivo comum cumprir ações de força aérea complementares para garantir a superioridade aérea em um cenário de guerra convencional e regular nos Pampas Gaúchos, os mais de 1.200 militares envolvidos no treinamento atuaram nas missões COMAO, mas com um forte diferencial este ano: o adestramento em operações multidomínios, que compreende o âmbito aéreo, terrestre, marítimo, espacial e cibernético.


Para se ter uma ideia da complexidade desta edição, no que diz respeito ao cenário espacial, por exemplo, foi possível utilizar mais de 90 imagens satelitais registradas em distintas estações meteorológicas. Os registros fortaleceram as capacidades de realizar atividades de busca, vigilância e detecção de mudanças, continuamente, durante a Operação, a fim de desenvolver conhecimentos de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento satelital para proporcionar prontidão e precisão na entrega de informações essenciais.


“Antes do início do Exercício, a célula Espaço do EXCON já atuava no acompanhamento de atividades logísticas de áreas importantes para a instalação de tropas e de meios para Artilharia Antiaérea (AAAe).


A efetividade do uso de nossos ativos espaciais foi demonstrada quando utilizados previamente às operações de superfície e aéreas. Foram detectadas mudanças nestas áreas, as quais serviram como alertas aos planejadores de missão, dentro do contexto da Tínia”, destacou o representante da Terceira Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Tenente-Coronel Aviador Rafael Lemos Paes.

No ar, os pilotos enfrentaram um novo desafio: operar de forma ofensiva e defensiva, desta vez, em proporções mais igualitárias, ora como força oponente, ora como força atacante na mesma operação.



Em solo, a atuação em multidomínios também se fez presente. No contexto “Escudo”, por exemplo, sob coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), foram realizadas diversas simulações, como o ataque cibernético às Unidades de Infantaria (UInf) da FAB e aos Grupos de Artilharia Antiaérea (GAAAe) das três Forças Armadas, que estavam alocadas em Santana da Boa Vista (RS), no interior do Rio Grande do Sul.

Apoio Logístico à Defesa Antiaérea



Cerca de 350 militares das Unidade de Infantaria da FAB e dos Grupos de Artilharia Antiaérea das três Forças, alocados em Santana da Boa Vista (RS) foram apoiados pelo Escalão Móvel de Apoio (EMA), com hospedagem, alimentação, higienização, comunicações, segurança e saúde. “Nesse contexto, foram realizadas mais de 20 mil refeições no Exercício, 294 atendimentos de saúde emergencial e 191 atendimentos deClique aqui para baixar a imagem original odontologia. Certamente garantimos que o bem-estar da tropa estivesse sempre maximizado, para que nossos militares pudessem cumprir com excelência o treinamento proposto pelo EXCON”, destacou o Comandante do EMA, Major Intendente Rafael Freitas de Lima.


Célula de Avaliação do Desempenho Operacional (CADO)


Entre as atividades realizadas na estrutura montada no Segundo Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (2º/1º GCC) - Esquadrão Aranha esteve a Célula de Avaliação do Desempenho Operacional (CADO), responsável pelo processo de avaliação e validação das atividades operacionais aéreas e terrestres. O intuito foi levantar e analisar dados de emprego operacional para medir capacidades e, consequentemente, aprimorar o treinamento das equipagens empregadas no treinamento. As ações realizadas na Célula contavam com a integração de militares subordinados ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e ao Comando de Preparo (COMPREP).


“A nossa tarefa principal é fazer a coordenação com as unidades aéreas para definir os perfis de voo que são interessantes, modalidades de ataque e nível de voo. Com todas essas informações fazemos a coordenação de forma que o Exercício evolua em termos de grau de complexidade para que as equipagens possam treinar desde os níveis mais básicos até as situações mais complexas em que uma incursão pode acontecer", pontuou o Coordenador de Defesa Antiaérea da Direção do Exercício (DIREX), Major de Infantaria Vinicius Ramalho e Souza.


Controle do Tráfego Aéreo


O EXCON Escudo-Tínia 2023 ainda contou com uma complexa infraestrutura em telecomunicações, e com grande planejamento e capacitação dos participantes de diversas especialidades multidisciplinares para realizar as atividades de Controle de Tráfego Aéreo. Para tanto, foi utilizado o Radar de Defesa Aérea TPS-B34, sediado no 2º/1º GCC, que tem como principal diferencial ser tridimensional, transportável e com uma enorme capacidade de Guerra Eletrônica.


Resultados


O Comandante do Quinto Comando Aéreo Regional (V COMAR), Major-Brigadeiro do Ar Marcelo Fornasiari Rivero, relacionou os ganhos do sucesso do EXCON Escudo-Tínia 2023 quanto a outras grandes operações da FAB. “Nessa edição, foi possível incorporar novas tecnologias que serão aplicadas nas próximas operações, como a Cruzex, por exemplo”, disse.


Em complemento, o Comandante da Base Aérea de Canoas (BACO) e Diretor do Exercício, Coronel Aviador Marcelo Zampier Bussmann ressaltou aspectos importantes da inovação trabalhada este ano. “O Exercício Conjunto Escudo-Tínia chega ao final com seus objetivos atingidos, em especial com a aplicação das ações em multidomínios. Além disso, consolida-se a interoperabilidade entre a FAB, o Exército Brasileiro e a Marinha do Brasil, nas ações de defesa do espaço aéreo”, finalizou.


CECOMSAER

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