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21 de fevereiro de 2026

Fuzileiros Navais iniciam intercâmbio operativo na França

Integração e adestramento sob frio intenso marcaram os primeiros dias da Operação “Orion”

Por Primeiro-Tenente (T) Ederson Soares
Agência Marinha de Notícias
Rio de Janeiro (RJ)

O Pelotão de Fuzileiros Navais do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil deu início às atividades da Operação “Orion”, um dos exercícios militares mais complexos coordenados pela Marinha da França. Os primeiros dias foram marcados por uma intensa agenda logística e de aclimatação, fundamentais para a ambientação da tropa brasileira aos padrões de alta intensidade exigidos pela OTAN.

Programação técnica incluiu, entre outras capacitações, instruções detalhadas sobre Armamento e Tiro. Crédito: Marinha do Brasil/Arquivo

A atividade teve início com o deslocamento do contingente brasileiro para o 126° Regimento de Infantaria (126e RI), sediado em Brive-la-Gaillarde. Conhecidos como os “Bisons”, esta Organização Militar serviu como base inicial para os Fuzileiros Navais. No regimento, foram realizadas instruções e ajustes acerca do armamento e equipamentos específicos que serão utilizados durante a manobra.

Militares brasileiros embarcaram no Porte Hélicoptères Amphibie PHA “Mistral”, uma das embarcações mais modernas da Marinha Francesa. Crédito: Marinha do Brasil/Arquivo

Com temperaturas oscilando entre 3°C e 9°C, o fator climático tornou-se um dos primeiros adversários a serem dominados. Os adestramentos iniciais focaram na conduta de tropa em ambientes de frio rigoroso. A programação técnica incluiu a capacitação para a integração ao sistema de Comando e Controle (C2) francês, com foco nas comunicações e protocolos de decisão para assegurar a interoperabilidade com as forças aliadas, além de instruções detalhadas sobre Armamento e Tiro, envolvendo o emprego de dispositivos específicos e táticas de combate aproximado.

Primeiros dias foram marcados por uma intensa agenda logística e de aclimatação. Crédito: Marinha do Brasil/Arquivo

O Pelotão também se preparou para os deslocamentos táticos e Técnicas, Táticas e Procedimentos (TTP) operativos, incluindo exercícios de marchas em terrenos de clima frio que visavam testar a resistência da tropa e a adaptação ao peso do equipamento sob o rigoroso clima de inverno. Encerrada essa fase preparatória em terra junto à tropa anfíbia francesa, os 16 militares brasileiros, entre oficiais e praças, seguiram para a etapa naval da missão, realizando o embarque no Porte-Hélicoptères Amphibie (PHA) “Mistral”, uma das embarcações mais modernas da Marinha Francesa.

A bordo do “Mistral”, os Fuzileiros Navais brasileiros participam agora de ensaios preparatórios para as operações anfíbias. O navio servirá como a plataforma de projeção de poder para a próxima fase da operação, que prevê ações coordenadas de grande escala em território simulado de conflito. A operação segue até o dia 4 de março, elevando, ainda mais, os laços de amizade e integração militar entre Brasil e França.



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