Slider

Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira

25 de março de 2026

Caça supersônico brasileiro marca novo passo da indústria de defesa

A indústria aeronáutica do Brasil avança com a entrega do primeiro caça F-39E Gripen totalmente montado em território nacional. Desenvolvido pela empresa sueca Saab, o avião faz parte da estratégia de renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com a revista "Segurança & Defesa", o evento ocorreu nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto. Essa montagem nacional eleva o envolvimento do país na fabricação de jatos de combate de ponta.

Equipado com tecnologias de última geração, o Saab JAS 39 Gripen executa missões de defesa aérea, reconhecimento e ataque ao solo. Ele carrega armas como o mísseis MBDA Meteor e Diehl IRIS-T, além de um canhão interno. Em novembro de 2025, a FAB testou com sucesso o primeiro lançamento do Meteor a bordo de um F-39E.

O projeto surgiu de um contrato assinado em 2014 entre o governo brasileiro e a Saab, abrangendo 36 unidades por cerca de US$ 4 bilhões. Metade delas será produzida localmente, com engenheiros brasileiros e transferência de know-how sueco.

O Gripen vem para aposentar o Northrop F-5 Tiger II, usado pela FAB há décadas. Capaz de ultrapassar Mach 2 (cerca de 2.400 km/h, ano nível do mar), ele voa por até 2,5 horas sem reabastecimento e tem capacidade de ser reabastecido em voo.

Em fevereiro de 2026, o F-39E entrou no sistema de alerta aéreo nacional, pronto para patrulhas reais no espaço aéreo brasileiro, principalmente partindo da Base Aérea de Anápolis, próximo a região de Brasília.

Mais de 300 profissionais brasileiros participaram do desenvolvimento e de treinamentos na Suécia, segundo a FAB. O programa criou 2 mil vagas diretas e cerca de 10 mil indiretas na cadeia industrial.



O caça destaca-se também por sua capacidade de sobrevivência,  dispondo de sensores como alerta de radar e de detecção de mísseis inimigos e lançadores de "chaff" e "flares", além de outros elementos de Guerra Eletrônica. Pode realizar operações centradas em rede, integrando-se com outras plataformas aéreas, navais e terrestres, além de sistemas de comando e controle.

Essa produção local impulsiona a autonomia brasileira no setor aeroespacial e reforça a capacidade tecnológica do setor de Defesa Nacional.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

[Fechar]