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14 de agosto de 2026
Modernização do Exército: Visita do Chefe do DCT à ARES reforça parceria para novas capacidades
Encontro discutiu soluções para sistemas atualmente empregados pela Força e oportunidades em áreas como defesa antidrone, plataformas não tripuladas, simulação e futuros programas de blindados
A visita do Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro (DCT), General de Exército Hertz Pires do Nascimento, à ARES, na quarta-feira (12), reforçou a parceria de longo prazo entre a empresa e o Exército e abriu espaço para discutir como capacidades tecnológicas e industriais já desenvolvidas no Brasil podem contribuir para os atuais processos de modernização da Força e para os futuros ambientes operacionais.
Foram apresentados projetos em andamento, competências acumuladas pela empresa em cerca de duas décadas de colaboração com o DCT e oportunidades de aplicação dessas capacidades em áreas estratégicas, como sistemas antidrone, plataformas terrestres não tripuladas, modernização de torres e sistemas de armas, simulação e os futuros programas da nova família de blindados do Exército.
O General de Exército Hertz Pires do Nascimento esteve acompanhado pelo General de Divisão Armando, Chefe de Ensino, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; e pelos Generais de Brigada Zago, do Centro de Avaliações do Exército (CAEx); Mauricio, do Centro Tecnológico do Exército (CTEx); e Gen Vasconcellos, da Diretoria de Fabricação (DF).
Ao longo de aproximadamente duas décadas de colaboração com o DCT e suas organizações subordinadas, a ARES desenvolveu capacidades em engenharia, integração de sistemas, produção seriada, nacionalização, software, simulação, suporte logístico e gestão do ciclo de vida de produtos de Defesa.
Programas conduzidos em parceria com o Exército, entre eles o desenvolvimento de instrumentos ópticos, estações de armas, torres e simuladores, contribuíram para consolidar na ARES competências que abrangem diferentes etapas do ciclo de uma capacidade de Defesa, desde a definição de requisitos e as atividades de pesquisa e desenvolvimento até a industrialização, introdução no emprego operacional, modernização e suporte ao longo de sua vida útil.
Modernização de sistemas e incorporação de novas capacidades
Entre as experiências apresentadas durante a visita esteve a atualização da UT30BR, iniciativa que envolveu o tratamento de obsolescências, a atualização de componentes eletrônicos e a incorporação de novas funcionalidades. O projeto exemplifica a capacidade da ARES de atuar sobre sistemas complexos já empregados pela Força, combinando modernização tecnológica, extensão da vida útil e incorporação de novas capacidades operacionais, incluindo recursos voltados à defesa contra drones.
A empresa também apresentou sua atuação em simulação. Essa capacidade surgiu inicialmente para apoiar a preparação dos operadores dos sistemas empregados pelo Exército e evoluiu para uma linha de produtos desenvolvida no Brasil, utilizada em programas nacionais e internacionais.
Atualmente, a área também trabalha em soluções avançadas voltadas ao treinamento em cenários de defesa contra drones, ampliando a capacidade de preparação de operadores diante de novos ambientes e requisitos operacionais.
Capacidades para os próximos programas
Entre as oportunidades de futuro apresentadas à comitiva estão iniciativas relacionadas à integração de sistemas de armas em plataformas terrestres não tripuladas, ao desenvolvimento de soluções antidrone, à modernização de torres em operação e à participação nos futuros programas relacionados à nova família de blindados do Exército.
A experiência acumulada pela ARES em integração de armamentos, sensores, sistemas optrônicos, sistemas de controle de tiro, eletrônica embarcada e simulação pode ser aplicada tanto às plataformas atualmente empregadas pela Força quanto aos novos blindados que venham a ser selecionados pelo Exército.
A capacidade de integração é particularmente relevante em programas de modernização, nos quais diferentes tecnologias precisam operar de forma coordenada dentro de uma mesma plataforma. Nesse contexto, a experiência acumulada pela empresa permite combinar sistemas e componentes, adaptar soluções e desenvolver novas funcionalidades de acordo com requisitos específicos.
A ARES também apresentou sua capacidade de apoiar o DCT na avaliação de tecnologias consideradas estratégicas para o planejamento de médio e longo prazo. Essa atuação pode envolver a análise de alternativas, o desenvolvimento de soluções nacionais, a adaptação de tecnologias existentes e a estruturação de processos de nacionalização, produção e suporte no Brasil.
Tecnologia global, desenvolvimento e integração no Brasil
Como parte de um dos maiores grupos de Defesa do mundo, a ARES reúne acesso a tecnologias empregadas em sistemas e soluções comprovados internacionalmente com sua capacidade de engenharia e experiência local. Esse modelo permite adaptar tecnologias aos requisitos específicos do Exército Brasileiro e às necessidades nacionais, além de desenvolver soluções sob medida a partir das competências instaladas no Brasil.
A combinação entre acesso tecnológico, engenharia local e capacidade de integração também permite estruturar soluções considerando não apenas a aquisição de um sistema, mas seu ciclo de vida, incluindo desenvolvimento, produção, modernização, suporte e eventual nacionalização de componentes e tecnologias.
“Ao longo dos últimos 20 anos, a parceria com o DCT contribuiu para a construção de capacidades que hoje estão instaladas na ARES. Nosso objetivo é preservar e evoluir esse legado, mas também colocar essa estrutura à disposição dos próximos desafios do Exército, seja por meio de soluções desenvolvidas no Brasil, seja facilitando o acesso e a adaptação de tecnologias estratégicas”, afirmou Frederico Medella, diretor da ARES.
A visita reforçou a possibilidade de colaboração em dois horizontes complementares. No presente, na atualização, modernização e sustentação dos sistemas já empregados pela Força. No futuro, na identificação, avaliação e desenvolvimento das capacidades necessárias aos novos ambientes operacionais e aos programas de modernização do Exército.
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