Por Ricardo Pereira
O porta-aviões nuclear USS Nimitz (CVN-68), da Marinha dos Estados Unidos, chegou ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira, 7 de maio de 2026, como parte central da Operação Southern Seas 2026, conduzida pela 4ª Frota da Marinha americana e pelo Comando Sul das Forças Navais dos EUA. A operação, que está em sua 11ª edição desde 2007, é o maior exercício naval dos EUA na América do Sul e reúne forças navais de 11 países parceiros, incluindo o Brasil, com foco em interoperabilidade, segurança marítima e cooperação no Atlântico Sul.
A Southern Seas 2026 tem como objetivo fortalecer parcerias regionais, aprimorar a proficiência operacional conjunta e reforçar a capacidade de atuação integrada entre as marinhas participantes. Segundo o contra-almirante Carlos Sardiello, comandante das Forças Navais do Comando Sul dos EUA/4ª Frota, a operação oferece uma oportunidade única para aprimorar a interoperabilidade e a proficiência com as forças de países parceiros em todo o domínio marítimo.
O USS Nimitz, incorporado à Marinha dos EUA em 1975, é o porta-aviões nuclear mais antigo ainda em serviço ativo no mundo, com 333 metros de comprimento, deslocamento superior a 100 mil toneladas e propulsão nuclear. O navio opera com um grupo de ataque que inclui o Destroyer Squadron 9, a Ala Aérea Embarcada 17 (CVW-17), com caças F/A-18E/F Super Hornet, aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler, aviões de apoio logístico C-2A Greyhound e helicópteros MH-60R/S Seahawk.
Durante a passagem pelo Brasil, estão programados exercícios no mar entre 11 e 14 de maio, no litoral do Rio de Janeiro, incluindo treinamentos operacionais conjuntos (PASSEX) entre as Marinhas do Brasil e dos EUA, intercâmbios técnicos e visitas institucionais entre militares, operações de cross deck, workshops e visitas técnicas para alinhamento de protocolos em áreas como segurança nuclear e monitoramento ambiental.
A Marinha do Brasil participa da operação com a Fragata Independência, Fragata Defensora, o submarino Tikuna e dois helicópteros AH-11B Super Lynx.
A presença do USS Nimitz no Brasil reforça a cooperação militar e diplomática entre os dois países, além de destacar a posição estratégica do Brasil no Atlântico Sul, área central para a segurança de rotas marítimas e a proteção dos recursos da Amazônia Azul. A operação também marca uma das últimas grandes missões globais do navio, que deve ser descomissionado em 2027.
Segundo a Embaixada dos EUA no Brasil, a Southern Seas 2026 é uma demonstração de presença naval e parceria, com o Brasil sendo um dos poucos países da região a receber o grupo de ataque do USS Nimitz em porto, ao lado de Chile, Peru e Colômbia.





Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.